Curitiba As vendas da indústria paranaense registraram crescimento de 1,49% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Houve também reação da atividade industrial porque as indústrias elevaram as compras em 14,43% e o nível de emprego em 1,89%. A reação, porém, não foi o suficiente para neutralizar a queda nas vendas de 10,08%, acumulada nos quatro primeiros meses do ano, admitiu o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho.
A indústria de alimentos, que vinha registrando aumento de vendas nos últimos meses, teve a maior retração com uma queda nas vendas de 37% em abril, em relação ao ano passado. No acumulado de janeiro a abril, o setor está amargando perdas de 17,40% nas vendas. Para Carvalhinho, quando a população economiza na compra de alimentos é ''porque a coisa está difícil mesmo''. Outros setores tiveram queda nas vendas no primeiro quadrimestre do ano como perfumarias, sabões e velas (-48,65%), indústria textil (-44,90%), minerais (-16,45%), editorial e gráfica (-13,85%) e mobiliário (-13,54%). Por outro lado, a indústria da madeira puxou as vendas com aumento de 45,56%.
Para Carvalhinho, esse semestre está sendo mais difícil do que se esperava, em decorrência das consequências de medidas econômicas como enxugamento da moeda na economia e juros altos. Além disso, surgiu um componente novo que é a inflação, que veio agravar a situação. Mas, para o segundo semestre a expectativa é de crescimento da atividade industrial, que deve reverter a queda nas vendas e promover uma recuperação de 4% a 5% ainda este ano, arriscou.
Entre os indícios de uma reação na economia, está o nível de compras da indústria. O setor de couros, peles e produtos similares registrou crescimento de 473,17% nas compras nos primeiros quatro meses do ano.

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