Vendas da indústria do PR crescem 14,4%
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terça-feira, 08 de maio de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
Impulsionadas pela indústria de bebidas que teve um crescimento recorde de 152% no faturamento entre janeiro e março deste ano, as vendas industriais paranaenses fecharam com variação positiva de 14,3% no primeiro trimestre do ano sobre o mesmo período no ano passado. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e revelam ainda que houve um aumento de 7,2% entre fevereiro e março, o mais alto índice de faturamento real da indústria paranaense desde que a pesquisa começou a ser feita em 1992.
O desempenho industrial não chegou a ser afetado pela elevação em 0,5 ponto percentual da taxa de juros determinada, em março, pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Naquela ocasião a taxa passou de 15,25% para 15,75%. Com o segundo aumento, muitos economistas esperam uma retração na atividade, mas nada que possa atrapalhar a curva ascendente, que tem sido verificada desde o começo do ano.
Dos 19 segmentos pesquisados pela Fiep, 11 apresentaram resultados positivos. Além da indústria de bebidas, o setor de transporte aumentou em 45% suas vendas e o têxtil 26,6%. Os produtos alimentares e perfumaria faturaram 18,5% a mais. Esses mesmos setores projetam para os próximos meses manter os números em alta. A pesquisa sobre compra de matéria-prima feita pelas indústrias (indicador que sinaliza o número de pedidos e encomenda) revela um crescimento de 523% nas bebidas. Isso é, as fábricas estão necessitando de maior volume de produtos para a linha de produção.
Na outra ponta, estão as empresas que venderam menos para o comércio varejista. Entre elas estão a indústria do couro, com queda de 65%, e a de produtos farmacêuticos e veterinários com 54%.
O aquecimento nas vendas se reflete também na geração de empregos. Houve um aumento de 9,3% nas vagas na indústria, o que representou 1.080 postos de trabalho a mais sobre o primeiro trimestre do ano passado.
Os gêneros que mais contrataram, no trimestre, foram têxtil, bebidas e produtos alimentares. Os que mais demitiram foram produtos farmacêuticos, couros e vestuário. A massa salarial líquida dos trabalhadores teve queda de 0,9%.
Hoje, a indústria paranaense trabalha com uma capacidade instalada de 82%, o que representa um incremento de três pontos percentuais. As horas trabalhadas na produção aumentaram em 7%.


