Rio de Janeiro - As vendas reais (descontada a inflação) na indústria de transformação cresceram 1,35% em relação a agosto, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi a quarta alta consecutiva do índice dessazonalizado, isto é, que descarta efeitos específicos que ocorrem a cada período do ano.
O crescimento sem ajuste sazonal foi de 1,69%. Segundo a CNI, a recuperação do setor é resultado do melhor desempenho das exportações. A intensidade maior do ritmo das vendas também sugere movimento de ajuste nos estoques.
A comparação com setembro de 2001 apontou o crescimento de 7,84% nas vendas. Essa taxa, no entanto, também reflete a reduzida base de comparação em setembro de 2001, quando a indústria ainda sofria com os efeitos do racionamento de energia elétrica.
Salários - A massa de salários reais pagos pela indústria de transformação teve retração de 0,49% em setembro, na comparação com o mês anterior. Em relação a setembro de 2001, no entanto, foi registrado aumento de 0,98%. No ano, o salário ainda acumula queda de 0,45%.
O recuo de setembro foi menor do que o verificado em agosto, quando a massa de salários recuou 1,24%. Segundo a CNI, a queda de setembro é explicada pela aceleração da inflação.
Outro fator que influenciou a retração da massa salarial foi o recuo no número de horas trabalhadas. Os Estados que tiveram maior redução da massa de salários foram Goiás (-3,02%), Ceará (-2,21%) e Paraná (-2,06%). Pernambuco, ao contrário, aumentou em 9,12% a massa salarial.

mockup