Vendas da Embraer ultrapassam US$ 6,2 bi
Agência Estado
A Embraer continua sendo uma das vedetes do Salão de Aeronáutica de Le Bourget, nas imediações de Paris. A empresa anunciou ontem novas vendas de aparelhos da família ERJ no valor de US$ 1,3 bilhão a diversas companhias aéreas européias. A empresa brasileira já havia anunciado a venda de 200 aviões à companhia suíça Crossair, um contrato de US$ 4,9 bilhões. Agora, as vendas da Embraer superam US$ 6,2 bilhões.
Ontem, a direção da Embraer informou que vendeu mais 79 aeronaves, a maior parte ERJ-145, cuja capacidade é de 50 passageiros. A Regional Airlines da França efetuou 15 encomendas firmes do modelo ERJ-170, além, de outras 5 opções do mesmo tipo de aparelho, um contrato de US$ 350 milhões.
As primeiras unidades serão entregues a partir do segundo semestre de 2002. A subsidiária da KLM holandesa, a KLM-Excel, que já opera com 30 aviões do tipo Brasília, encomendou 3 aparelhos ERJ-145 e tem opção para outros 2. Cada um desses aparelhos tem um preço estimado em US$ 16,5 milhões.
A empresa Proteus Airlines, filial da Air France para vôos regionais, também fechou uma encomenda firme de 8 aviões do tipo ERJ-145 e 5 do tipo ERJ-135 com capacidade de 37 passageiros. As primeiras entregas deverão ocorrer no fim do ano. Além dessas encomendas cita-se também a compra pela alemã Rheintalflug de 2 aparelhos ERJ-145 e mais 3 opções, além da Alitalia-Express, 6 encomendas firmes e 10 opções do ERJ-145.
Até agora, 571 aparelhos ERJ-145 já foram encomendados, dos quais 289 encomendas firmes e 282 opções. Do modelo ERJ-135, a empresa já acumula outros 319 pedidos, um total de US$ 18 bilhões, dos quais US$ 7 bilhões de encomendas firmes e US$ 11 bilhões de opções.
Nem tudo, porém, é céu de brigadeiro para a Embraer. A empresa pode enfrentar uma greve nos próximos dias. O Sindicato dos Metalúrgicos promoveu ontem passeata com 700 funcionários da empresa em protesto contra os baixos salários e pretende iniciar paralisações parciais da linha de produção. Segundo o diretor sindical, Marco Antonio Ribeiro, a Embraer descarta a possibilidade de abrir negociações. A empresa está numa situação confortável e pode atender a nossos pedidos.
O estado de greve foi aprovado pelos empregados da Embraer há uma semana. O sindicato pretende conseguir 4% de reposição da inflação e mais 5% de aumento real sobre os ganhos. Também é cobrada uma revisão no plano de carreira e a antecipação da participação nos lucros.





