Curitiba - A Parmalat já encaminhou os documentos para a instrução do processo de concordata no Brasil. A expectativa é que a Justiça dê um parecer favorável ao andamento das atividades do grupo no País. Com isso a empresa italiana espera recuperar o controle da Batávia, indústria de iogurtes, bebidas e sobremesas lácteas Batávia, de Carambeí, hoje nas mãos das cooperativas Batavo, Castrolanda e Arapoti, do Paraná, e cooperativa Agromilk, de Santa Catarina.
A Parmalat está reivindicando na Justiça a retomada do controle da Batávia, a qual detém 51% de participação acionária, contra 49% das cooperativas. Uma decisão está sendo aguardada para o início de agosto. De acordo com o advogado que representa as cooperativas, Marcelo Bertoldi, a expectativa das cooperativas no controle da Batávia é bastante positiva, principalmente depois que a empresa ganhou na Justiça o direito de industrializar seus produtos com a marca Parmalat.
Depois de se desvincular da Parmalat, que entrou em processo de concordata, a Batávia vem aumentando suas vendas. A empresa também ganhou na Justiça o direito de vender produtos com a marca própria foi a única do grupo italiano que não parou as atividades em consequência da crise gerada pela falência.
Neste primeiro semestre, o faturamento da Batávia cresceu cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento anual atingiu R$ 509 milhões. Para este ano, a expectativa é manter o crescimento e a participação de 14% no mercado nacional.
O diretor geral da Batávia, José Antonio Fay, atribuiu esse desempenho à solidez da empresa no mercado, ''com a manutenção dos lançamentos de novos produtos para atender o desejo da novidade por parte dos consumidores'', destacou.
A Batávia vem mantendo vida independente desde que a Parmalat entrou em processo de concordata no Brasil, quando várias unidades em todo o País suspenderam a compra de leite e também a fabricação de alguns produtos. Em Carambeí, os sócios minoritários da Parmalat injetaram capital na Batávia para que as atividades não fossem suspensas.
Com isso, os produtos de leite da região nunca ficaram sem receber pelo leite entregue, o que ajudou a manter o fornecimento. Atualmente a Batávia está captando cerca de 20 milhões de litros de leite por mês, utilizados na distribuição do leite pasteurizado e fabricação de iogurtes e refrigerados.

mockup