Vendas cresceram 16% na primeira quinzena do mês
Agência Estado
De São Paulo
A venda de automóveis e comerciais leves nos primeiros 15 dias do mês foi 16% menor do que no mesmo período de setembro. A informação é do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Hugo Maia. Segundo ele, os 5 dias posteriores à primeira quinzena mostraram que a curva de tendência para uma queda maior está bastante acentuada.
Ele previu que neste mês serão vendidos no máximo 80 mil veículos, o que representará uma queda de 22% na comparação com setembro. Segundo Maia, a concentração de vendas este mês ficou na primeira quinzena porque os concessionários não haviam ainda repassado os aumentos de preços.
As previsões são menos pessimistas para novembro, mês tradicionalmente melhor do que outubro. Mas, de dezembro em diante, não existe nenhuma expectativa de melhora. O que aconteceu com a tão falada queda de juros?, perguntou o presidente da Fenabrave. Segundo ele, o empobrecimento do poder de compra não trará o consumidor de volta.
Maia previu que no ano serão vendidos 1,140 milhão de automóveis e comerciais leves, o que representará uma queda de 21,4% na comparação com 1998. No próximo ano já teremos uma capacidade de produção superior a 2,5 milhões em toda a indústria automobilística.
FordA Ford anunciou ontem que vai transferir a unidade de caminhões, que hoje funciona no bairro do Ipiranga, em São Paulo, para São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), num processo gradativo de janeiro a julho do ano que vem. A decisão foi comunicada oficialmente pelo presidente da montadora, Antônio Maciel Neto, durante reunião com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. É a solução menos ruim, pelo menos os empregos ficam garantidos, avaliou.
Segundo Paulinho, a montadora se comprometeu a aproveitar os funcionários do Ipiranga em São Bernardo do Campo, sem descartar a possibilidade de abrir um programa para estimular o desligamento voluntário. A garantia de emprego dada pela montadora seria apenas para os empregados da ativa.





