São Paulo - As vendas do setor supermercadista brasileiro registraram retração de 3,22% no mês de abril ante igual mês de 2004, em termos reais. Na comparação com março a queda foi de 9,63%. No primeiro quadrimestre do ano, no entanto, as vendas apontaram crescimento real de 5,45%.
O recuo em abril, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), responsável pelo levantamento, reflete o efeito calendário, pois a Páscoa de 2004 foi comemorada em abril e, este ano, no mês de março. A entidade destacou também o aumento da inflação em abril, que segundo o IPCA/IBGE registrou uma variação de 0,87% naquele mês, maior taxa desde julho de 2004. Já o crescimento no acumulado deste ano até abril, na avaliação da Abras, é um reflexo mais fiel das vendas do setor, pois desconsidera efeitos sazonais.
Em valores nominais, as vendas dos supermercados em abril caíram 8,85% em relação a março e cresceram 4,59% sobre abril de 2004. No quadrimestre, o aumento foi de 13,45% (ainda em termos nominais).
No quadrimestre - A Abras manteve a estimativa de crescimento real de 3% a 3,5% das vendas no setor em 2005, apesar do resultado de 5,45% no acumulado de janeiro a abril. Ao longo do ano, a variação tende a cair, segundo o presidente da entidade, João Carlos de Oliveira, em razão da base de comparação que passa a ficar mais forte - já que a partir de maio de 2004 as vendas iniciaram uma trajetória ascendente.
A projeção reflete também a expectativa de um crescimento apenas morno da economia nos próximos meses, com respectivo reflexo sobre o consumo. Em maio, antecipou Oliveira, as vendas em números reais devem ficar um pouco acima de abril (-3,22%), mas não muito mais altas do que em maio do ano passado, quando o faturamento registrou crescimento de 0,90%.

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