Vendas chegaram a quase 60 mil unidades em 1976
São Paulo - O auge de vendas foi em 1976, com 59.500 unidades, volume que, 20 anos depois, foi a 52.700 unidades e, em 2006, já com fôlego menor, a 19 mil. Este ano, a projeção é chegar a 24 mil unidades, impulsionada pelo crescimento do mercado geral de veículos. ''É um veículo que atende necessidades de pequenas transportadoras, do tintureiro, do verdureiro e muitos outros'', atesta Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK. ''Em relação custo/benefício e custo de manutenção, é imbatível.''
A Kombi é vendida a partir de R$ 41 mil. Os preços das concorrentes começam em R$ 76 mil, mas são veículos movidos a diesel, modernos e com maior capacidade de passageiros.
A chegada dos modelos chineses da marca Chana não assustam. Outros produtos asiáticos que chegaram nos anos 90, como a Kia Besta, a Asia Towner e Topic e a Hyundai H100 prometiam abalar o reinado da Kombi, o que não ocorreu. Todos deixaram de ser importados.
A Volks não pretende mudar a Kombi no curto prazo ou fazer uma versão moderna. ''O tamanho do mercado de vans, de 20 mil a 30 mil unidades por ano não justifica'', afirma Marcelo Olival, gerente de propaganda e marketing.
Aposentar a Kombi também não está nos planos, embora isso não deva demorar muito a ocorrer, na visão de alguns analistas. ''Vendemos quase 2 mil unidades por mês, mesmo volume de modelos como Polo hatch, Golf, SpaceFox e CrossFox'', compara Olival. ''A produção só deixa de valer a pena se ficar abaixo de 10 mil unidades por ano'', opina Garbossa.
Exportação - Além da Alemanha, que encerrou a produção da Kombi no fim dos anos 70, o Brasil foi o único país a produzir a perua que, segundo a própria Volkswagen, ''foi protagonista do movimento hippie nos anos 60, viveu os anos da ditadura e assistiu ao nascimento da democracia brasileira.''
Embora seja um veículo de trabalho, a Kombi tem fãs no Brasil e em várias partes do mundo para onde foi exportada. Só o Brasil enviou mais de 90 mil unidades para outros países. Atualmente, a Volks exporta cerca de 200 unidades ao ano para a Inglaterra, apenas para colecionadores pois a perua não passaria nos testes de emissão e segurança da Europa. (C.S./Agência Estado)





