A venda de carros Volkswagen em novembro caiu 40,92% na comparação com outubro. Foram vendidas 31.189 unidades no mês passado e 51.102 no mês anterior. Na comparação com setembro, a queda foi de 39,45%. Há dois meses a empresa vendeu no Brasil 51.515 veículos, entre automóveis de passeio e comerciais leves. ‘‘Para este nível de produção, temos 10 mil empregados em excesso’’, disse ontem o diretor de recursos humanos da Volks, Fernando Perez, ao explicar a proposta da empresa para reduzir salários e jornada em 20%.
Segundo ele, a folha de pagamento da Volkswagen soma R$ 1,2 bilhão por ano. O corte de 20% nesta folha significaria uma economia de R$ 240 milhões. Na mesma proporção, a Volkswagen quer reduzir a jornada semanal da média atual de 42 para 33,5 horas. Com isso, a produção de veículos diária na fábrica de São Bernardo do Campo cairia de 2.500 para 2.000. Segundo Perez, a idéia é iniciar a medida em São Bernardo do Campo, onde trabalham 22.600 metalúrgicos. Mas a idéia pode ser extendida na fábrica de Taubaté, que emprega outros 7.500.
Para reduzir os salários em 20% ao ano, a Volks está propondo corte nos benefícios como 13º salário, abono de férias e participação nos resultados. ‘‘Com isso evitamos que o trabalhador sinta o corte no ordenado mensal’’, explicou Perez. A redução de salários e jornada abrangeria, esclareceu, 7 mil dos 10 mil empregados excedentes. Aos 3 mil restantes, a Volkswagen sugere uma terceirização. Para isso, seria criada uma nova empresa - a Volkswagen Serviços -, para a qual seriam transferidos os 3 mil trabalhadores.

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