Os concessionários de veículos venderam em janeiro 28,7% menos do que em dezembro, num total de 89.166 unidades. Na comparação com janeiro do ano passado houve uma queda de 20,54%. Apesar disso, o nível de estoques começou a baixar, por conta da paralisação de algumas linhas, incluindo a Ford, que não produziu no mês passado. O setor tem hoje nos pátios 119.030 veículos, dos quais 82.857 estão na rede de concessionárias.
No dia 31 de dezembro, o setor tinha estoque de 121.301 veículos. Nas vendas a varejo de automóveis de passeio, a Volkswagen manteve a liderança com 30,29%, seguida pela Fiat, com 25,07%. A General Motors obteve 21,75% e a Ford conseguiu 10 18%. As novas montadoras já começam a conquistar fatia que supera 1%. A Chrysler, por exemplo, conseguiu 1,53% e a Toyota 1 24%. Mas a liderança das novas ficou para a Renault, com 2,32%.
A queda nas vendas do varejo superou a retração no atacado - da fábrica para o concessionário. A venda no atacado registrou queda de 11,07%, num total de 93.529 unidades, incluindo os importados. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, previu que a desvalorização no câmbio fará as vendas de carros nacionais aumentarem. No ano passado, dos 1,534 milhão de unidades vendidas, 345 mil foram importados, numa participação de 19%. Deste índice, 12% vieram da Argentina.
Este ano a Anfavea prevê uma produção de 1,4 milhão de unidades e um mercado de 1,150 milhão de veículos. Segundo Pinheiro Neto, todas as montadoras estão reavaliando os programas de importação. A tendência é reduzir sensivelmente a quantidade de veículos estrangeiros no País. Ele não confirmou, no entanto, a possibilidade de alguns modelos até deixarem de ser vendidos no Brasil.

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