Curitiba O Paraná seguiu a tendência nacional e apresentou queda no volume de vendas do comércio varejista em março: -4,77%. A variação regional não foi tão negativa quanto a média nacional, de -11,31%, mas também foi a pior já registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde dezembro de 2001, quando a medição começou a ser feita. O único setor que teve crescimento expressivo no Paraná foi o de combustíveis e lubrificantes, com aumento de 15,32% no volume de vendas.
O efeito calendário foi fundamental para determinar o desempenho ruim do comércio, explicou o técnico do IBGE, Nilo Lopes de Macedo. Como o Carnaval deste ano foi em março, o comércio sentiu um efeito negativo. Além disso, em março do ano passado o comércio foi beneficiado pelo feriado de Páscoa.
De acordo com Macedo, a safra agrícola foi a responsável pelos 64,07% a mais de vendas de combustíveis no Paraná em março. ''O Brasil registrou queda na venda de combustíveis, mas o Paraná foi beneficiado por causa da quantidade de caminhões que carregam safra transitando e se abastecendo no Estado'', disse. O outro setor que não apresentou queda foi o de tecidos, vestuário e calçados, com variação de 0,85%.
Houve retração das vendas dos hipermercados, supermercados, alimentos e bebidas (-11,60%); móveis e eletrodomésticos (-10,67%) e demais artigos de uso pessoal (-10,64%). Já a receita nominal das vendas subiu 20,21% no Paraná, bem superior à média nacional, de 9,28%. No Paraná, a receita de hipermercados subiu, 11,88%; tecidos, 11,83%; móveis e eletrodomésticos, 2,56%; e demais artigos de uso pessoal, 2,43%.

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