BRASÍLIA - As vendas de fertilizantes bateram o recorde em 1996, atingindo 12,2 milhões de toneladas, no maior volume já registrado na história agrícola brasileira, com crescimento de 13% em relação a 1995. Na avaliação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Dias, este é um indicativo de que certos setores que estavam estabilizados desde 1995 estão reagindo, além da adoção de um padrão tecnológico mais avançado pelos produtores. ‘‘Até a pecuária está passando por um ajuste, saindo do padrão tradicional para o de cultivo de pastagens’’, informou o secretário.
O volume de fertilizantes colocado no campo supera até o de 1994, de 11,9 milhões de toneladas, quando a colheita registrou a maior safra dos últimos tempos, de 80 milhões de toneladas. O secretário disse que ainda não é possível prever o impacto que o uso de fertilizantes poderá ter na produção, mas estima que deve haver aumento de produtividade da área plantada, que pode resultar em até um milhão de toneladas de grãos a mais nesta safra.
Os principais Estados produtores conseguiram retomar, e até ampliar em alguns casos, o volume de fertilizantes usado em 1994, à exceção do Rio Grande do Sul que, praticamente manteve o mesmo nível de 1995 de 1,3 milhão de toneladas. Os dados fornecidos pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas de São Paulo revelam que houve redução nas vendas de fertilizantes principalmente em Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Dias disse que o demonstrativo de vendas de fertilizantes no ano passado mostra ainda que a indústria se profissionalizou, entregando a maior parte dos produtos no mês de outubro, quando a necessidade do consumidor é maior.

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