Vendas aquecidas no comércio do Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Andréa Bertoldi<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - As vendas do comércio paranaense tiveram um crescimento de 7,8% em agosto comparadas ao mesmo mês do ano passado. Nos oito primeiros meses do ano, houve um crescimento de 10,4% e nos últimos 12 meses terminados em agosto a elevação nas vendas foi de 9%. Já em agosto comparado a julho, o crescimento das vendas do Estado foi de 2,2%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Mensal de Comércio.
Os setores que puxaram as vendas foram principalmente equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (43,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (29,2%), material de construção (24,5%), veículos e motocicletas (19,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosmésticos (19,3%).
Em agosto houve um crescimento menor no Paraná para os setores de combustíveis e lubrificantes (4,4%), hipermercados e supermercados (0,5%) e tecidos, vestuário e calçados (9,5%).
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, lembrou que o setor de supermercados e hipermercados tinha crescido 13,53% no Paraná em 2009. Como o segmento teve um aumento grande de vendas no ano passado, neste ano a comparação foi com uma base maior, o que pode justificar o crescimento menor.
Também tiveram crescimento de vendas os setores de móveis e eletrodomésticos (12,9%) e livros, jornais, revistas e papelaria (17,4%). Considerando o comércio varejista ampliado que inclui veículos e motocicletas e material de construção, o índice geral de vendas do Estado sobe para 13,3%.
Silva destacou que o Paraná vinha apresentando crescimento de vendas acima de 10% desde o início do ano. Ele destacou que o Paraná sofreu menos com a crise no ano passado, por isso, o crescimento do comércio neste ano foi menor que o nacional porque a base de comparação do Estado era maior. No ano, o aumento das vendas no País foi de 11,3%.
Ele acredita que o Estado deve fechar o ano com vendas superiores aos 5,22% que foram obtidos em 2009, isso somado ao impacto do Natal. O aumento real (descontada a inflação) nos salários deve contribuir para o resultado positivo. ''O comércio deve ter um dos melhores finais de ano'', estima. Ele prevê um crescimento para o Estado superior às vendas de 2008 que atingiram 7,03%.


