Vendas a prazo recuam 9,1% no mês de outubro
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terça-feira, 27 de outubro de 1998
Da Redação 
O comércio de Londrina sofreu uma queda de 9,14% nas vendas feitas a prazo em outubro comparado ao mês de setembro. A redução se refere ao número de consultas feitas junto ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que mede as compras parceladas. O balanço mensal foi divulgado ontem pela manhã pela Associação Comercial e Industrial e Londrina (Acil). Por outro lado, a venda à vista sofreu redução menor, de 5,25%, conforme mostram os atendimentos registrados pelo Protecheque (índice que mede comercialização à vista).
Durante este mês foram feitas 85.349 consultas contra 93.943 em setembro deste ano. Para se ter uma idéia da retração, em outubro do ano passado foram feitas 120.431 consultas ao SCPC, o que representa uma redução de 29,13% em relação ao mesmo período de 97. Já o Protecheque, registrou 37.824 consultas este mês contra 39.919 em setembro. Em relação a outubro do ano passado, as vendas à vista no comércio de Londrina praticamente empataram. No ano passado o Protecheque registrou 37.850 consultas no mês de outubro.
A notícia positiva divulgada ontem pela Acil foi a redução no volume de registros de consumidores inadimplentes, registrada pelo segundo mês consucutivo este ano. De acordo com os números do SCPC, durante outubro foram feitos 7.286 registros de consumidores em atraso contra 7.797 em setembro - uma queda de 6,55%. Em setembro comparando com agosto, o índice já havia decrescido em 7,27%. O SCPC, além de medir a venda a prazo, é também o principal termômetro para aferir o comportamento da inadimplência do comércio. No comparativo com outubro do ano passado, o volume de novos inadimplentes apresentou um aumento de 4,66%.
Para o presidente da Acil, Valter Orsi, os números revelam a acomodação do setor varejista ao cenário de alta dos juros e de incertezas que passam a pairar sobre a economia brasileira, depois do agravamento da crise internacional. Ele ressaltou a redução da inadimplência como um fato bastante positivo. Isso reforça que o consumidor está buscando primeiro quitar seus débitos para depois voltar às compras, e quando faz isso, evita a compra parcelada, afirmou Orsi.
Sobre a queda das vendas a prazo, o presidente da Acil afirma que, embora seja um número alto, está ocorrendo dentro do previsível, já que o consumidor está evitando crediários. Ainda de acordo com Orsi, o comportamento do consumidor neste momento é importante para balizar como deverá ser o consumo durante o período de natal. É um referencial importante para podermos medir como deverão ser as vendas nos últimos meses do ano.


