Venda porta-a-porta cresce 18%
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terça-feira, 11 de novembro de 2003
Marcia Furlan<br> Agência Estado 
São Paulo - O faturamento das empresas de venda direta no País registrou crescimento de 18,6% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Foram movimentados R$ 2,146 bilhões, contra R$ 1,809 bilhão. Em setembro, o setor vendeu 17,1% a mais, em relação a setembro de 2002.
Os resultados, na avaliação da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD), estão relacionados à praticidade do sistema porta-a-porta e, principalmente, ao apelo da auto-estima de segmentos como o de cuidados pessoais. Para os três últimos meses do ano, a expectativa é de um crescimento de 20% no faturamento.
No terceiro trimestre, o número total de revendedores ficou em 1.220.029, o que representa um crescimento de 2,2% em relação a igual período do ano passado. Esse número se refere à quantidade de trabalhadores do setor que comprou pelo menos um produto das empresas associadas.
Entre julho e setembro, o sistema de vendas diretas comercializou mais de 222,2 milhões de itens. O segmento que mais faturou foi o de cuidados pessoais (cosméticos, perfumes, bijuterias, vestuário), que representa 88% das vendas e do qual participam as gigantes Natura e Avon. Na sequência, ficaram o setor de cuidados para o lar (utilidades domésticas, produtos de limpeza, cama, mesa e banho), com 8,5%, e suplementos nutricionais, com 3,5%.
Na opinião do presidente Paulo Quaglia, a venda direta atrai mão-de-obra pois viabiliza um complemento de renda familiar e, em muito casos, é a única fonte de renda. Além disso, é considerada uma atividade formal, pois os revendedores recolhem impostos antes mesmo de revender os produtos. De acordo com Quaglia, as próprias empresas pagam o ICMS a fim de facilitar a atividade comercial para estas pessoas.


