A MVC tem 26 anos de mercado e possui seis plantas industriais em locais como Caxias do Sul (RS), Minas Gerais, Goiás (GO), Maceió (AL), Camaçari (BA) e São José dos Pinhais. Inicialmente, foi concebida para atender o mercado automotivo de ônibus e caminhões, com componentes de plástico como para-choque, capô, teto, entre outros. Depois, passou a produzir componentes para automóveis.
"Se a empresa dependesse apenas do mercado automotivo estaria muito pior. Resolvemos diversificar", justificou o diretor geral Gilmar Lima. A MVC atua também na área de energia eólica e fornece a base da estrutura das hélices chamada de nacelle.
Segundo ele, se não fosse este projeto para a Alemanha, a empresa estaria em dificuldade com a crise econômica no Brasil, que ficou mais intensa neste ano. Ele contou que a empresa tinha 1,6 mil funcionários no início do ano e teve que reduzir para 950 e chegou a trabalhar neste ano com 30% a 40% de ociosidade.
"O projeto da Alemanha foi fundamental e vai abrir 75 postos de trabalho", comemorou.
No ano passado, a empresa faturou R$ 670 milhões. Neste ano, estão previstos R$ 300 milhões e para 2016 a estimativa é chegar a R$ 500 milhões. Ele acredita que voltar ao mesmo patamar de 2014 só será possível em 2020. "O que salvou 2015 foi o segmento eólico", informou. (A.B.)

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