Venda industrial é 13% maior em março
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Carmem Murara 
As indústrias paranaenses conseguiram recuperar um pouco o fôlego após o impacto inicial da desvalorização do real, em janeiro deste ano. Depois de sofrer uma queda nas vendas em fevereiro, que chegou a 3%, os negócios melhoraram, permitindo fechar o mês de março com um resultado 13% superior ao mês anterior.
A recuperação, no entanto, ainda não anima os empresários paranaenses que, ao comparar os números do primeiro trimestre deste ano com os do ano passado, verificam que ainda há uma retração média no setor de 7%.
Desde que a pesquisa começou a ser feita, em 1995, também verifica-se que o Real estagnou as negociações da indústria com o comércio. As vendas em março de 1995, antes de o Plano Real completar o primeiro aniversário, foram 56% superior às de março deste ano.
O nível de vendas da indústria no Estado foi divulgado ontem pela Federação Paranaense das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). No relatório, que é feito com base nas informações fornecidas à Federação por empresas de todos os setores industriais do Estado, 15 gêneros apresentaram resultados positivos em março. No total, são pesquisados 18.
Entre os melhores desempenhos, segundo a pesquisa, estão as indústrias que vendem móveis, bebidas e madeira. O setor mobiliário teve um crescimento de 35% sobre fevereiro e de 5,5% sobre março do ano passado. A indústria de bebidas aumentou as vendas em 27% e 14,7%, respectivamente. As madeireiras tiveram crescimento de 23% sobre fevereiro e de 21% sobre março.
A queda nas vendas foi verificada, segundo a pesquisa da Fiep, nas indústrias de material elétrico e comunicações, material de transporte, editoras e gráficas. As fábricas que produzem materiais elétricos venderam 12% menos em relação a fevereiro e quase 39% menos sobre o resultado de março do ano passado.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria do Paraná aumentou sua produção física em 3,2% no ano passado. Mas a conversão em dinheiro do que foi produzido permanece em queda, informou o relatório da Fiep. O faturamento acumulado entre janeiro e março deste ano é 7,2% inferior ao apurado no mesmo período no ano passado. A conclusão é a de que a indústria está produzindo mais, mas a menor preço, com ganho reduzido.
Quanto à geração de emprego, houve um aumento de 0,67% em março sobre fevereiro, o que representa 1,8 mil novas vagas, aponta o relatório da Fiep. Na média do primeiro trimestre do ano, os dados são negativos, ficando em 2,4%. Este é o mesmo índice se a comparação for feita em relação aos números de março do ano passado.


