Venda industrial cresce 13% em agosto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Fábio Galiotto <br>Reportagem Local 
A indústria paranaense registrou crescimento de 13% na venda de produtos em agosto sobre julho, índice que aponta para um segundo semestre aquecido no setor, segundo balanço divulgado anteontem pela Federação da Indústria o Estado do Paraná (Fiep). Mais importante, a expansão de 29,15% do gênero máquinas e equipamentos mostra que os empresários do Estado estão confiantes em uma retomada do crescimento econômico e, por isso, investem em bens de capital para ampliar a produção em 2013.
No acumulado do ano, houve aumento de 16,34% nas vendas de máquinas e equipamentos e de 23,78% nas importações do mesmo tipo de produto, o que, em parte, mostra uma perspectva de retomada da atividade industrial em médio prazo, afirma o economista Roberto Zurcher, da Fiep. Também fez diferença no gênero o aumento de vendas da linha branca de eletrodomésticos, motivado pela baixa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). ''Pelas novas condições que são colocadas na economia, a indústria está em foco, recebe impulsos para produzir mais e o sentimento do empresário reflete isso'', diz Zurcher.
Porém, ele afirma que agosto deve ser o pico de vendas industriais e que o resultado dificilmente será batido até o fim do ano. Além disso, ele diz que as compras de insumos foram 1,76% maior do que em julho, abaixo dos 13% de vendas do produto final, o que mostra que os próximos meses não serão de produção tão elevada.
Segundo a Fiep, não deve ocorrer redução de empregos gerais no setor paranaense, apesar da leve queda de 0,13% no mês. ''No acumulado do ano, o aumento é de 2,84% e o Paraná está com crescimento maior do que o Brasil'', diz Zurcher.
Boa distribuição
Além do setor de máquinas, puxaram a alta de 13% no mês os gêneros vestuário, com 32,80%, devido à produção da moda outono e verão, e veículos automotores, com expansão de 29,81% depois das vendas pelo corte no IPI. Por outro lado, as maiores quedas foram das indústrias têxteis, com 9,59%, causado por julho ter sido aquecido demais, e de edição e impressão, com 6,82%, pela diminuição de encomendas. Ao todo, 14 das 18 áreas pesquisadas tiveram resultado positivo em agosto.
Zurcher acredita que o setor automotivo tenha atingido uma estabilidade e que outros devem entrar no foco das políticas econômicas federais. ''A construção civil, com investimentos em habitação e infraestrutura em todo o País, deve ser bem movimentada, além dos setores intensivos de mão de obra, que contam com desoneração da folha de pagamento.''


