Cascavel O especialista em genética José Amauri Dimarzio demonstra otimismo em relação ao crescimento nas exportações de carne bovina nos próximos anos. Ele acredita que até 2010, o País aumentará em mais de 30% as exportações em comparação ao que é enviado atualmente para outros países. O especialista esteve em Cascavel ministrando palestra sobre Cruzamento Industrial, durante a 23 Expovel.
Segundo Dimarzio, o Brasil deverá exportar em 2010, 1,3 milhão de toneladas de carne bovina. O crescimento do setor vai trazer ao País divisas da ordem de R$ 2,7 bilhões, fazendo da atividade a segunda em importância no campo das exportações, igualando-se ao açúcar e ficando aproximadamente 30% superior ao frango. O comércio de carne bovina ficará atrás somente da venda de soja do Brasil para o mercado mundial, com previsão de receita de US$ 4 bilhões daqui a oito anos.
Dimarzio, que é presidente da Associação Brasileira de Criadores da Raça Blonde D'Aquitaine, entende essa como uma oportunidade excepcional de crescimento e consolidação da pecuária de corte no País. E o cruzamento industrial, de acordo com ele, terá papel fundamental neste processo. O Paraná deverá assumir condição relevante neste cenário e poderá ser um dos Estados mais beneficiados com a expansão pecuária. ''Esse é um Estado líder e referência em tudo o que faz e não será diferente com a carne'', afirma Dimarzio.
O especialista ressalta que as características do solo, clima e do agricultor paranaense devem estimular mais investimentos na transformação de grãos em proteínas. Mas, a consolidação desse projeto está intimamente ligado à ação das cooperativas, através do associativismo e criação de logística para dar suporte a essa produção. O Brasil tem rebanho de 170 milhões de cabeças e exportava apenas 5% dessa carne em 1998, agora envia 15% ao exterior.

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