Venda do Del Paraná tem novo prazo
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quarta-feira, 02 de dezembro de 1998
Carmem Murara 
A diretoria do Banestado confirmou ontem a prorrogação por um mês do prazo de venda do Banco Del Paraná - extensão do Banestado no Paraguai. A mudança na data foi necessária devido ao atraso na aprovação do programa de saneamento do Banestado, que somente agora começa a tramitar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Como a venda do Del Paraná está atrelada ao banco, os diretores preferiram estender um pouco mais o prazo. A data limite passa a ser 30 de dezembro.
Com a dilação do prazo, sobra um tempo maior para que sejam detalhadas as regras da venda. A intenção do Banestado é se desfazer do controle acionário do banco, vendendo a totalidade das ações com direito a voto, que hoje representam 74% do controle acionário do banco.
A venda das ações não significa a privatização do Del Paraná, mas apenas a saída do Banestado e, por consequência, do governo do Estado da administração direta. Hoje, o Del Paraná tem 12 agências no Paraguai e é considerado um dos bancos com maior patrimônio líquido, chegando a US$ 20 milhões, segundo o último balanço anual.
O estudo encomendado pelo Banestado e feito pela empresa de consultoria Ernst & Young demonstrou que o Del Paraná poderia ser vendido por cerca de US$ 15 milhões, cifra que ficou aquém da estimativa inicial feita pela diretoria do Banestado. O presidente, Manoel Garcia Cid, havia previsto que as ações do Del Paraná poderia render até US$ 25 milhões.
Além da prorrogação do prazo para a venda do Del Paraná houve também o adiamento do fechamento das agências do Banestado em Nova York e nas Ilhas Cayman. O fechamento das agências e a venda do Del Paraná são exigência do Banco Central para aprovar o saneamento do Banestado.


