Venda deve sair até segunda-feira
Vânia Casado
Até segunda-feira, o BNDES deve anunciar oficialmente a venda do frigorífico Chapecó ao grupo argentino Macri. A informação foi dada no final da tarde de ontem, pelo diretor financeiro do banco Fernando Marques dos Santos ao presidente da Associação Regional dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná, José Lino Bergamini.
Após esse prazo, se não for anunciada a venda do frigorífico, com a cláusula que determina a retomada dos alojamentos, os avicultores ameaçam amanhecer no próximo dia 18, na sede do BNDES no Rio de Janeiro, para protestar contra a demora na venda do frigorífico ao grupo argentino Macri. Segundo Bergamini os avicultores estão em clima de intranquilidade e não acreditam nas informações vindas do banco que as negociações estão em estágio adiantado e que a venda poderá ser anunciada nos próximos dias.
Estão sendo mobilizados oito ônibus que irão levar cerca de 300 avicultores do Oeste do Paraná e de Santa Catarina, que estão desesperados com a suspensão dos alojamentos e falta de pagamentos, informou Bergamini. Ele afirma que recebeu um fax do diretor do BNDES, Fernando dos Santos, informando sobre o estágio das negociações, mas isso não foi suficiente para acalmar os produtores, salientou.
O deputado Neivo Beraldim (PPB-PR) disse que até o dia 16 o banco vai anunciar oficialmente a venda do frigorífico Chapecó. O presidente da Socma - Sociedade do grupo Macri no Brasil, Dácio Pozzi não deu informações sobre o assunto, aumentando ainda mais a intranquilidade dos produtores.
Para Bergamini, o BNDES, que assumiu o controle do grupo Chapecó desde abril de 1997, está enrolando os produtores. Ele classificou o diretor do banco de irresponsável e incompetente porque aumentou a dívida do grupo de R$ 200 milhões para R$ 300 milhões e não apresenta uma solução para o caso. Enquanto isso, os 500 aviários do Oeste do Paraná estão desativados e os produtores integrados de Santa Catarina estão sem receber desde o dia 16 de dezembro. A Folha entrou em contato com a diretoria do BNDES para rebater as acusações, mas não obteve resposta.





