Na avaliação da Fenabrave, a greve dos caminhoneiros impactou negativamente nas vendas de junho e nos índices de confiança dos investidores e consumidores
Na avaliação da Fenabrave, a greve dos caminhoneiros impactou negativamente nas vendas de junho e nos índices de confiança dos investidores e consumidores | Foto: Gustavo Carneiro/01-04-2018


As vendas de veículos no primeiro semestre registraram alta de 12,37% em relação ao mesmo período de 2017. O Paraná ficou acima da média nacional com alta de 18,2% no acumulado do ano, puxado, principalmente pelo emplacamento de caminhões (66%). Automóveis (13%) e motos (28,3%) também tiveram bom desempenho no semestre, em comparação ao primeiro semestre do ano passado.
Para o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Alarico Assumpção Jr., os resultados não foram melhores em função da greve dos caminhoneiros, que impactou, negativamente, nas vendas do mês de junho e nos índices de confiança dos investidores e consumidores. "Os impactos ainda devem se refletir nos resultados dos próximos meses", alertou Assumpção Júnior.
Em junho, as vendas de veículos novos caíram 12,7% no Estado. Os maiores reflexos foram nos segmentos de automóveis (-14,7), motos (-16,96%) e ônibus (-15%). Os comerciais leves reduziram as vendas em 4,6% e caminhões em 3,78%. Apenas o segmento de implementos rodoviários teve desempenho positivo de 8,23% no comparativo com maio.
O resultado de junho, na avaliação do gerente comercial da Metronorte Concessionaria GM, Waldir Rezende, refletiu a falta de veículos ocasionada pela greve dos caminhoneiros . "A chegada dos carros atrasou. A queda foi por falta de produto mesmo", afirmou Rezende. Mesmo com os indicativos negativos, Rezende ressalta que as vendas em Londrina ficaram equilibradas em relação a maio. "Esperamos uma recuperação em julho. Mas, quando comparamos os dados com o mesmo período do ano passado, não podemos falar em queda", ressaltou.

RANKING
A GM lidera o ranking de emplacamentos no primeiro semestre com o Onix. No acumulado do ano foram emplacados 89.620 unidades do modelo no país. A Hyundai HB20 e o Ford KA, ocupam a segunda e terceira posição do ranking, respectivamente. "Hoje, o modelo de entrada é um carro com um desempenho muito bom. Ele não vem mais tão básico e traz itens de conforto e segurança", afirmou Rezende.
Entre os modelos de entrada, o Ford KA tem a maior participação de vendas (28,14%) do mercado e apresentou um crescimento de 11,8% em junho, na segunda posição está o Volkwagem Gol com participação de 18,96%, mas que perdeu 12,9% das vendas no mês passado. O Renault Kwid, lançado ano passado, ocupa o terceiro lugar (17,8%), mas foi o modelo que mais cresceu em vendas (14,4%), entre as versões de entrada.
"Vendemos 127 carros e 68 eram Kwid. Mais de 50% das minhas vendas em junho foram do modelo. É um produto que pega a classe A, B e C", comentou Wesley Antonio da Silva, gerente de vendas da Concessionária Fórmula Renault. Segundo ele, as vendas da unidade de Londrina cresceram 50% em junho. A Renault apresentou crescimento de 10% na participação de mercado. "Em nível nacional somos a quarta marca em emplacamentos", disse Silva.
O desempenho positivo, segundo o gerente, é reflexo da estratégia agressiva da montadora de oferecer taxas de juros atrativas e investir no público PCD (pessoa com deficiência). Silva afirmou que para julho pretende ampliar em 20% das vendas de zero km em Londrina.
A Hyundai apresentou um bom desempenho tanto nos modelos de entrada como na linha premium. De acordo como gerente de vendas da Hyundai Caoa, Rodrigo Alessi, enquanto a média nacional de participação da marca é de 0,90%, a média de Londrina é de 1,57%. Com um ticket médio de R$ 115 mil, a concessionária registrou um crescimento de 48% no mês passado, ante a maio.

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