Agência Estado
De São Paulo
A expectativa de que o acordo emergencial não fosse renovado fez a venda de veículos aumentar 8,52% em agosto na comparação com julho, num total de 122.636 unidades, incluindo caminhões e ônibus. Consequentemente, a produção no período, que somou 132.836 veículos, foi 10,78% maior do que em julho. Os números foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Na comparação com o desempenho de há um ano, porém, a produção de agosto ficou 11,4% menor e as vendas 25,9% abaixo de agosto de 1998. O resultado indica que os totais deste ano serão mais baixos do que o esperado. A prevalecer o ritmo de produção de agosto, as vendas no ano poderão somar 1,3 milhão de unidades. Mas a tendência é que haja uma queda a partir de outubro, com o fim da terceira etapa do acordo emergencial.
A indústria automobilística produziu de janeiro a agosto deste ano 894.412 veículos e exportou 159.202 unidades. O desempenho nas vendas externas está muito abaixo do projetado. As montadoras conseguiram no acumulado do ano faturar no exterior US$ 1,896 bilhão, o que representou uma queda de 38,35% na comparação com o mesmo período do ano passado. O setor conseguirá exportar este ano, no máximo, o equivalente a US$ 3 bilhões. No ano passado foi vendido ao exterior o equivalente a US$ 4,95 bilhões.
A participação dos carros populares na venda de automóveis em agosto somou 65,5%. A venda de carros a álcool no mês passado ultrapassou pela primeira vez no ano a marca de 1%. A comercialização de 1.370 autmóveis movidos a álcool representou fatia de 1,3% nas vendas totais.
A indústria de máquinas agrícolas produziu no mês passado 2.456 unidades, volume 4,84% menor do que em julho e 26,62% abaixo do total de agosto de 1998. A produção acumulada este ano – 20.306 unidades – está 19,58% abaixo do acumulado de janeiro a agosto de 1998.
Foram vendidas no mês passado 2.028 máquinas agrícolas no mercado interno e 310 para exportações. A venda interna representou uma queda de 13,18% na comparação com julho. Em relação ao ano passado o volume ficou 22,6% menor. O desempenho nas exportações, acumulado pelo segmento este ano, registrou uma queda de 62,03%.

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