São Paulo - O desempenho do setor de distribuição de veículos registrou queda na primeira quinzena de fevereiro, em relação ao mesmo período em janeiro. Foram comercializados no período 92.102 veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários), 2,5% a menos do que no mês anterior.
Os dados estão no relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), elaborados com base no número de emplacamentos de veículos novos nacionais e importados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Em comparação com a primeira quinzena de fevereiro de 2003 houve aumento de 1,45% nas vendas. As vendas de caminhões e ônibus se mostraram aquecidas este mês, em comparação com fevereiro de 2003.
Foram comercializados 44.540 automóveis em fevereiro, 1,02% a menos do que em janeiro e 0,18% a menos do que em fevereiro de 2003. O segmento de comerciais leves apresentou crescimento de 4,66% no varejo em relação a janeiro, para 7.500 unidades. Em relação a fevereiro de 2003, houve queda de 11,46% nas vendas.
As vendas de caminhões tiveram pequeno aumento no varejo. O crescimento chegou a 0,60% na comparação dos primeiros 10 dias úteis do mês com o mesmo período de janeiro, passando de 2.823 unidades para 2.840. Na comparação com fevereiro de 2003, quando foram negociadas 2.096 unidades, a expansão foi de 35,5%. Foram vendidos 2.672 implementos rodoviários nos primeiros 10 dias úteis do mês, contra 2.330 unidades no mesmo período de janeiro, uma alta de 14,68%. Na comparação com fevereiro de 2003, quando foram comercializadas 2.160 unidades, o crescimento foi de 23,70%.
Por outro lado, faltando quatro dias para o fim do acordo que reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, a Receita Federal reafirmou ontem que o incentivo não será prorrogado. Consultada pela Agência Estado, a assessoria da Receita informou que ''vale o que está no decreto''.
Tanto o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, como o da Fazenda, Antônio Palocci, já haviam descartado a possibilidade de prorrogação da medida. A redução de três pontos porcentuais no IPI foi adotada pelo governo em meados do ano passado.

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