Venda de tablets cai 35% no segundo trimestre
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Reportagem Local 
Pesquisa da IDC Brasil mostrou que o mercado de tablets continua caindo. No segundo trimestre (abril a junho de 2015), chegou a 35% de queda em relação ao mesmo período do ano passado. O número de aparelhos vendidos foi de 1,271 milhão de aparelhos, 670 mil a menos que no segundo trimestre de 2014. Notebooks com tela destacável também foram inclusos na contagem. Em relação ao primeiro trimestre de 2015, o decréscimo foi de 29%. A estimativa da IDC é que em 2015 sejam comercializadas 6,5 milhões de unidades do equipamento, com queda de 29% ante 2014.
Com os resultados obtidos até agora, o Brasil se coloca na 8ª posição no mercado mundial de tablets. As vendas do aparelho representam 3% do que é vendido na categoria em todo o mundo. Quase 70% dos produtos comercializados no País custam até R$ 500. De acordo com análise da consultoria, um dos motivos para o fraco desempenho é a alta do dólar, que fez com que mais da metade das fabricantes que vendiam seus produtos no País abrissem mão do mercado brasileiro.
"Os tablets são produtos totalmente dependentes da cotação da moeda americana. Empresas menores, que importavam seus produtos de olho no bom desempenho do mercado, que aconteceu entre 2013 e 2014, e que não têm estrutura física e nem fabricação local, não conseguem acompanhar a flutuação do dólar, tendo apenas duas opções: encalhar com o produto ou vender com prejuízo. Muitas delas acabam migrando para outro país que esteja vivendo um momento econômico melhor", afirmou Pedro Hagge, analista de pesquisas da IDC Brasil, em nota enviada pela assessoria de imprensa.
A perda do interesse pelo produto também pode ser considerada um motivo para o decréscimo das vendas, uma vez que os smartphones de tela grande, com preços cada vez mais competitivos, vêm ocupando o papel antes exercido pelo tablet.


