Venda de seminovos sobe 4,5% no primeiro semestre
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O mercado de veículos usados e seminovos encerrou o primeiro semestre de 2013 com aproximadamente 5,85 milhões de unidades vendidas, de acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram comercializados cerca de 5,60 milhões de veículos, o setor registrou alta de 4,5%.
Somente as vendas de automóveis ultrapassaram os 3,68 milhões de unidades no acumulado de 2013, frente a 3,54 milhões dos seis primeiros meses de 2012. Já os segmentos de comerciais leves e motocicletas atingiram cerca de 770,1 mil e 1,19 milhões, respectivamente, representando crescimento de 11,8% e 6,7%.
Para o presidente da Fenauto, Ilídio Gonçalves dos Santos, o crescimento nas vendas do primeiro semestre ainda não está dentro do que a entidade espera para o setor. "Foi um crescimento muito tímido, mas é claro que é melhor do que se fosse o contrário (queda nas vendas). Precisamos retomar o mercado e ser otimistas."
Com alta nas vendas em quase todos os meses, o primeiro semestre de 2013 teve queda de 3% em junho, quando foram comercializados 993,9 mil veículos, na comparação com maio, mês em que foram vendidas pouco mais de 1 milhão de unidades. O pior desempenho foi o das motos, que tiveram 198.813 unidades comercializadas em junho, 6,4% a menos do que no mês anterior. Já os comerciais leves tiveram a menor queda, 1,9%.
Para os próximos seis meses, o presidente da Fenauto acredita em números melhores e alta de 10% na comercialização de veículos seminovos e usados. "Estamos confiantes de que o segundo semestre vai ser bem melhor. Esperamos que com a queda da inadimplência, os bancos flexibilizem o crédito, já que a maioria dos veículos vendidos são financiados."
Somando os resultados atuais com a expectativa, Santos estima que o setor feche 2013 com crescimento de 15% com relação ao ano passado, o que, segundo ele, ainda não seria suficiente para recuperar totalmente os resultados negativos do setor em 2012. "Para recuperar o que perdemos ainda vai demorar mais tempo, talvez só em 2014. Mas eu sou sempre muito otimista, pois se o sonho do brasileiro é ter um carro e uma casa própria, o carro sempre é comprado primeiro. O setor ainda tem muito o que crescer e o seminovo ainda é mais vantajoso que o carro zero km, já que é, no mínimo, entre 10% e 15% mais barato."



