Venda de seminovos no Paraná acumula alta de 5,6% no ano
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
As vendas de carros seminovos e usados aumenta mês a mês no Paraná e fechou o acumulado de janeiro a setembro com alta de 5,6% sobre o mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pela Associação de Revendedores de Veículos Automotores do Paraná (Assovepar). Foram comercializados 722.042 automóveis e comerciais leves até 30 de setembro deste ano ante os 683.589 dos primeiros nove meses de 2013.
Somente no mês passado houve aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2013. Foram 85.372 vendas ante 76.099, no comparativo. Ainda, houve elevação de 4% sobre os 81.938 veículos comercializados em agosto de 2014. Para o presidente da Assovepar, Silvan Dal Bello, a movimentação indica que o setor deve fechar o ano com alta de 6%, principalmente pela expectativa de vendas nos últimos meses do ano. "É sempre no final do ano que as pessoas estão mais dispostas a planejar a compra ou troca do veículo, não só por conta do 13º salário, como também por bônus especiais ou até participação de lucros nas empresas."
Representantes de empresas do setor em Londrina afirmam que a alta nas vendas de seminovos e usados alcança até 20% neste ano, o que não chega a colocar um sorriso no rosto deles. O movimento, afirmam, é de recuperação frente à desaceleração nas vendas de 2013, quando ainda vigorava a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva, o que favoreceu o comércio de veículos 0 km.
Apesar do pior momento para a venda de novos, o diretor comercial da Metronorte, Waldir Rezende Filho, considera que não ocorreu substituição de demanda de um tipo de veículo por outro. "É importante que o mercado de seminovos tenha dado uma aquecida, porque assim é mais fácil fazer a capacitação de clientes para os novos", diz, ao considerar um como chamariz para o outro. Ele revela que, na concessionária da GM, a saída de usados cresceu de 7% a 10% neste ano, enquanto a queda de novos foi de 5% a 6%.
Para o gerente comercial de usados da Ford Tropical, Leonardo Motta, o comércio de veículos com até cinco anos de uso teve alta de 10% a 15% na empresa em 2014. Com isso, acredita que a redução na venda de novos não afete tanto a rentabilidade de revendedoras como ocorre com as indústrias do setor, por exemplo. Motta conta que, sem o IPI reduzido, muitos têm preferido investir em um automóvel mais completo, ainda que usado, do que em um novo "pelado". "Um carro com 20 mil km, por exemplo, é vendido na mesma semana em que entra no mercado"
Na Cipasa, o gerente de seminovos Roger Ravaneda afirma que houve 15% de aumento nas vendas. Ele prefere não arriscar uma comparação entre os mercados de novos e usados, diante das diferenças entre ambos. "No geral do ano passado estava melhor, porque tínhamos a bonificação de fábrica e o giro maior em todos os setores", diz o gerente da concessionária Volkswagen.
Parte da menor rotatividade de veículos ocorre justamente pela redução nas vendas de usados. O proprietário da revendedora 4Rodas Veículos, Oscar Mistafa, lembra que um depende do outro. "Quando se vende mais veículos 0 km, entram mais usados no mercado, porque 80% troca um pelo outro", diz. Ele considera que a venda melhorou até 20% no ano, mas que se trata de uma recuperação. "Hoje temos maior procura, mas nem sempre tem a mercadoria disponível", completa.


