O professor de economia Eugenio Stefanelo, ex-presidente e técnico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Paraná, afirma que a busca produtos de maior valor agregado não significa que sejam mais saudáveis, mas que tragam também conforto. Ele explica que, conforme aumenta a renda, cresce a busca por refeições prontas ou semiprontas, fato que deve nortear as estratégias da indústria.
Para o representante da Conab, as empresas consideram essa variável na hora de definir estratégias. "Se não agregar valor, o consumidor troca de produto", conta. Mesmo assim, Stefanelo afirma que arroz, feijão e produtos como massas e pães básicos sempre terão baixo crescimento de demanda diante do crescimento econômico. "É uma tendência da população. Todas as vezes em que se melhora a renda ou a educação, aumenta a exigência e o uso de produtos com maior valor agregado", diz. (F.G.)

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