As vendas durante a semana que antecedeu o Dia dos Namorados frustrou as expectativas da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), que esperava aumento nas vendas entre 7% a 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho ficou 4% abaixo do volume de consultas registradas em 2004 no Serviço Central de Proteção ao Crédito (venda a prazo) e Protecheque (venda à vista). Em contrapartida, alguns shoppings da cidade tiveram vendas expressivas.
O presidente da Acil, José Augusto Rapcham, atribui o recuo a três fatores: instabilidade do clima, crédito pessoal fácil e substituição de presentes por passeios e jantares. ''O clima ainda não indica um frio rigoroso, as pessoas preferem não arriscar comprar roupas pesadas. Com as facilidades do crédito pessoal, muitas pessoas devem estar pagando os financiamentos'', acredita Rapcham, comentando que o movimento nos restaurantes, bares e motéis foi grande, inclusive com filas.
No Armazém da Moda, shopping na zona oeste, as vendas ''empataram'' com as do ano passado, informou o gerente comercial Edgar Fengler. Segundo ele, não houve uma explosão em vendas, mas também não foi tão ruim. Ele acredita que as condições climáticas podem ter afetado a venda de confecções por causa do clima ameno dos últimos dias.
No Catuaí Shopping, zona sul, o volume de vendas representou um crescimento real de 7% em relação ao ano passado. De acordo com o superintendente Sylvio Carvalho Netto, o número de pessoas que passou pelo shopping no sábado e domingo foi o dobro do movimento normal de um final de semana, totalizando cerca de 120 mil pessoas. Pelo menos 40% delas são da região e as demais de Londrina. Um dos atrativos para garantir boas vendas pode ser atribuído à campanha que vai sortear um carro entre os consumidores nesta quinta-feira. Desde o dia 24 de maio, o shopping vinha sorteando uma pessoa por dia até ontem. Cada uma delas ganhou uma chave para tentar ligar o veículo. Foram depositados 45 mil cupons.
As vendas superaram as expectativas também no Shopping Quintino, área central. De acordo com o gerente Flávio Juliani, as vendas foram 15% maiores do que no mesmo período do ano passado. Na opinião dele, isso ocorre em razão do número maior de lojas instaladas no shopping e variedade maior de produtos a disposição do consumidor. ''O crecimento do empreendimento, com mais lojas, espelha o aumento nas vendas'', estima Juliani. A assessoria do Shopping Royal Plaza, no Centro, informou que ainda não tinha números sobre as vendas, mas adiantou que o estabelecimento ficou bastante movimentado no sábado e domingo.

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