Curitiba O crescimento de 30,62% nas vendas de motocicletas este ano vem sustentando as vendas do comércio automotivo. No período de janeiro a outubro deste ano já foram vendidas 135 mil unidades automotivas, entre automóveis, motos, ônibus, caminhonetes e caminhões. A perspectiva da Federação Nacional das Concessionárias de Veículos Automotores (Fenabrave) é vender 170 mil unidades até o final do ano.
Essa projeção pode ser prejudicada pela alta dos juros, definida esta semana pelo Banco Central, admite o diretor da Fenabrave-Paraná, Luiz Antonio Sebben. Segundo o diretor, apesar da mudança de comportamento do consumidor que está preferindo fugir de financiamentos, o fato é que o aumento da taxa Selic eleva o custo do financiamento e pode prejudicar o desempenho do setor neste final de ano.
Sebben fez um balanço, ontem, do desempenho do setor que revela o crescimento na venda de motocicletas e queda nas vendas de automóveis. As motocicletas conseguiram substituir até os veículos tradicionais como charretes, nas pequenas cidades e vilarejos do Interior. No período de janeiro a outubro, a venda de automóveis caiu 4,93%, os comerciais leves (caminhonetas) tiveram queda de 8,79% nas vendas, caminhões com queda de 6,6% e ôniubus com crescimento de 13,76%. Ele acredita que as vendas no Paraná devem fechar o ano com um crescimento de 1% em relação ao ano passado.
Para Sebben, o que está prejudicando as concessionárias não é só a queda no volume de vendas, mas sim o achatamento na margem de lucro, que ao longo dos últimos 10 anos já reduziu 50%. Toda vez que as montadoras recorrem a promoções para ganhar mercado, as concessionárias colaboram com 50% das promoções feitas e essa contribuição sai da margem de lucro das concessionárias, explicou.
Um fator positivo destacado pelo diretor da Fenabrave é a mudança no perfil de consumo. Segundo ele, de agosto para cá uma nova nova tendência vem se revelando com a preferência do consumidor em optar pelo pagamento dos veículos à vista.

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