Venda de material genético bovino salta 59% em 5 anos
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terça-feira, 08 de dezembro de 2015
Ricardo Maia<br> Reportagem Local 
O mercado de sêmen bovino vive um dos momentos mais favoráveis nos últimos anos. Devido à baixa oferta de animais, as vendas de genética para gado de corte deram um salto de 59% entre 2009 e 2014, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Na pecuária de leite,o crescimento no mesmo período foi de 34%.
Em 2009 o Brasil comercializou 4,49 milhões de doses de sêmen e em 2014 chegou a vender 7,11 milhões de doses. Na pecuária de leite, em 2009 as vendas não passaram de 3,68 milhões de doses, contra 4,92 milhões em 2014. Mesmo com essa evolução, o volume de vacas inseminadas ainda segue baixo no Brasil, chegando a apenas 11%.
Em 2014 o País produziu mais de 5,94 milhões de doses de sêmen de gado de corte, contra 3,92 milhões de doses no ano anterior. A produção de sêmen para gado de leite somou 1,62 milhão de doses no ano passado, contra 1,53 milhão em 2013.
As empresas que atuam no segmento comemoram essa evolução na pecuária brasileira. Nelson Eduardo Ziehlsdorff, diretor presidente da Semex Brasil, explica que o agronegócio tem crescido mesmo em tempos de economia ruim. Ele afirma que a inseminação artificial não pesa no bolso do produtor, pois representa apenas 2% dos custos de produção.
Ziehlsdorff destaca que o investimento em uma boa genética também reflete positivamente nas futuras novilhas. Por isso que, segundo ele, apostar em inseminação artificial vale a pena. "A reprodução é muito importante, por isso buscamos os melhores reprodutores para levar soluções para o produtor", salienta o diretor-presidente da Semex.
Ele explica que não adianta o pecuarista investir em uma boa alimentação e infraestrutura na fazenda sem um rebanho com um bom potencial genético. A Semex possui centrais de coletas em quatro continentes. Ziehlsdorff afirma que essa dispersão de centrais evita a possibilidade de haver possíveis desabastecimentos, ocasionados por aparecimentos de doenças que impedem a comercialização de sêmen.
O diretor da empresa ainda salienta que se uma central, por medida de precaução, para de comercializar nos Estados Unidos, por exemplo, outras centrais, como a brasileira, sediada em Presidente Prudente (SP), pode compensar. Ao todo, a Semex possui cinco mil touros que fornecem genética para corte e leite, atendendo mais de 100 países.
A taxa de crescimento do setor nos últimos 12 anos, segundo o dirigente da Semex, é de 5% ao ano. A Semex espera um crescimento para este ano de 10% no comparativo com 2014 e prospecta um crescimento de 15% em 2016. A Semex espera encerrar o ano com um faturamento de US$ 130 milhões. No segmento de leite, a Semex trabalha com as raças Holandesa, Jersey, Girolando e Gir Leiteiro. Na área de corte: Angus, Nelore, Red Angus e Hereford.


