Venda de importados cresce 10%, prevê Senna
O vice-presidente da Import Senna, Leonardo Senna, aposta num crescimento do mercado de carros importados para este ano. Na sua avaliação, as vendas podem ter um crescimento entre 5% e 10% em relação ao ano passado. O empresário atribui o provável aumento à redução das alíquotas de importação, que no início do ano passado prejudicaram as empresas importadoras. A previsão do importador é mais modesta que a da Associação das Importadoras de Veículos, que espera vender 12% a mais neste ano.
Senna, que está desde ontem em Curitiba para participar do lançamento do modelo Audi A-3, avaliou o ano de 96 como ruim para a importação. Os últimos dois anos foram difícies porque houve muita oscilação nas alíquotas, que chegaram a 20%, depois passaram para 32% e atingiram 70%, afirmou.
Quanto ao crescimento de sua empresa, única autorizada a im
portar os veículos da Audi, Leonardo Senna se mostra mais otimista em relação ao crescimento das vendas. Por causa do início da comercialização do Audi A-3 no mercado nacional, ele aposta num aumento de 50% na comercialização dos modelos importados. A Import Senna importou 3 mil unidades, em 96. A previsão para este ano é atingir 5,5 mil carros.
Com a queda das alíquotas e com o início das cotas de importação o mercado apresentou uma expansão, afirmou. A Import Senna paga uma alíquota de 62% para a maioria dos lotes. As 1,2 mil unidades anuais que estão dentro da cota pagam uma taxa de 35%.
Com o início da produção da fábrica da Audi de São José dos Pinhais, a montadora colocará no mercado nacional mais 30 mil carros a partir do final de 98. Deste total, 25 mil irão abastecer o mercado nacional. O restante será exportado.
Para garantir um preço acessível ao comprador, a Import Senna fechou um acordo de redução da margem de lucro com a Audi e com as revendedoras. A redução média foi de 10%. Com o acordo, a importadora fica com uma taxa média de 35%. O restante é dividido entre a fábrica e as revendedoras.(C.M.)





