A venda de Furnas ainda é um processo ‘‘confuso’’, na avaliação do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga. Segundo ele, o governo ainda não definiu se privatiza ou não a empresa.
‘‘Não estou informado de que haja data definida’’, disse Pimenta. ‘‘Entre ter a intenção de vender e dizer como e em que prazo será isso, é outra história’’, completou.
Para o ministro, a estatal não pode ‘‘se transformar em uma arma eleitoral’’. Ele disse esperar que o governo se manifeste claramente se quer privatizar ou não e como vai fazer. Caso a decisão seja pela privatização ainda no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, ‘‘o calendário deverá ser feito de forma que não seja utilizado como elemento eleitoral’’, afirmou.
Sem fechar uma posição contra ou a favor da privatização, minimizando as divergências dentro do governo, mas de olho no seu futuro político em Minas Gerais, Pimenta disse que a venda das ações não tirará de Furnas a característica de empresa pública.
‘‘A empresa continuará sendo do público brasileiro, sem um controlador’’, afirmou.

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