O governo do Estado está correndo contra o tempo para vender a Copel. Em reunião ocorrida ontem no Chapéu Pensador, um dos gabinetes do governador Jaime Lerner (PFL), não houve consenso entre os integrantes do primeiro escalão do governo sobre o processo de venda da estatal. A única solução viável discutida seria o rompimento do acordo de acionistas com o BNDES e com os minoritários. Mas Lerner não teria concordado com essa alternativa.
O rompimento do acordo de acionistas seria uma afronta ao governo federal, que o governador não está disposto a enfrentar, informou uma fonte da Folha próxima ao governo do Estado. Segundo o que foi discutido, o governo não teria como vender a empresa em partes, que exigiria nova modelagem.
Oficialmente o governo informa que qualquer decisão sobre o assunto, será tomada quando o secretário da Fazenda, Ingo Hubert, concluir a avaliação o processo. Mas quanto mais o tempo passa, esfria o interesse das empresas pelo negócio.
Um dos impasses seria a rejeição do BNDES em financiar os grupos interessados na compra da Copel em pelo US$ 600 milhões pelo período de cinco anos. Essa quantia corresponde ao dispêndio que as empresas teriam com o pagamento das ações que cabem ao BNDES, avaliadas em R$ 1,5 bilhão. Como a elas só interessam o controle acionário da estatal, o financiamento seria caucionado com as próprias ações do BNDES. ''Em caso de não pagamento, o BNDES continuaria com suas ações, valendo menos'', disse a fonte. (Vânia Casado, de Curitiba)

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