A venda de energia para o mercado cativo da Copel Distribuição foi de 18.032 GWh entre janeiro e setembro de 2015, o que representou um aumento de 0,6% em comparação ao mesmo período de 2014. De acordo com a gerente da divisão de estudos de mercado da Copel Distribuição, Margarete de Almeida, o crescimento no mercado cativo ocorreu em função do aumento do consumo dos segmentos industrial e comercial.
Já o diretor da empresa comercializadora de energia Trade Energy, Luis Gameiro, disse que a venda de energia no mercado cativo (consumidores que compram direto da Copel) teve crescimento porque os preços estavam caros no mercado livre (grandes consumidores que compram direto das concessionárias).
Ele destacou que o preço futuro para compra de energia para 2016 no mercado livre, em janeiro, estava em R$ 350 o MWh. Hoje, este valor caiu para R$ 170 o MWh. De janeiro a setembro, o mercado fio da Copel, que leva em conta o mercado cativo, o suprimento a outras concessionárias dentro do Estado como a Cocel de Campo Largo e os consumidores livres, teve queda de 0,8%.
A classe residencial apresentou retração de 3,4% no consumo de janeiro a setembro em função dos reajustes tarifários que estão fazendo as pessoas racionalizarem o uso da energia. "As famílias estão economizando energia", disse Margarete. De acordo com ela, o aumento do desemprego e a redução da renda também têm levado os consumidores a gastarem menos e substituírem lâmpadas tradicionais por modelos mais econômicos.
Gameiro lembrou que, os reajustes tarifários somados à utilização da bandeira vermelha chegam a mais de 100% de aumento de junho de 2014 a junho de 2015. Ele prevê que, em 2016, os reajustes não serão tão pesados como neste ano.
A classe industrial, no mercado cativo, teve aumento de 2,7% no consumo de energia até setembro. Segundo Margarete, esse resultado foi possível com o resultado positivo nos setores de produtos alimentícios, papel e celulose e produtos químicos. No segmento comercial houve crescimento de 3,2%, reflexo do aumento de 4,9% do número de clientes, parcialmente compensado pelo menor consumo em função do registro de temperaturas mais amenas no início de 2015. O setor rural cresceu 1,6% no período com o bom desempenho do agronegócio paranaense.
Ao final de setembro, na comparação com o mesmo mês de 2014, a Copel teve um crescimento de 2,3% no número de consumidores do mercado cativo que totalizaram 4,391 milhões. Deste total, 3,5 milhões eram consumidores residenciais.
O consumo dos consumidores livres (grandes clientes) teve queda de 9% até setembro. Estes clientes se enquadram em consumo de mais de 3 mil quilowatts (kW) e podem comprar energia de geradoras ou comercializadoras. No entanto, utilizam a rede de distribuição e transmissão da Copel. Segundo Margarete, a maioria deles é indústria.
A Usina Termelétrica Araucária teve um crescimento na energia despachada de 4,1% até setembro. Segundo Margarete, isso ocorreu devido ao uso mais intenso das térmicas no início do ano em função da crise hídrica no país. Margarete prevê que a Copel feche o ano com crescimento no mercado cativo de energia. Já Gameiro, acredita que o mercado cativo somado ao mercado livre pode ter redução de consumo neste ano.

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