Venda de eletrodomésticos deve crescer até 10%
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, estimou um crescimento entre 5% e 10% na venda de produtos das linhas branca e marrom em 2013. A afirmação foi feita ontem, durante a abertura da Eletrolar Show - 8ª Feira de Negócios para a Indústria e o Varejo de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos, em São Paulo.
De acordo com Kiçula, as vendas das máquinas de lavar roupas deverão compensar a queda prevista de 6% nas vendas de geladeiras e de 5% em fogões.
Isso porque, segundo o presidente da Eletros, o produto teve a alíquota do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) mantida em 10% até 1º de outubro. E também pelo fato de apenas 52% dos lares brasileiros serem equipados com máquinas de lavar. "O IPI para máquinas de lavar foi mantido em 10% e, segundo o ministro Mantega (Fazenda), permanecerá neste patamar", disse.
O ano, segundo ele, se mostra como mais difícil do que o ano passado devido à deterioração da economia e ao aumento do IPI para alguns produtos do setor. "Mas a expectativa é de crescimento", reforçou.
Para o presidente da Associação Comercial de Londrina (Acil), Flávio Balan, a manutenção da alíquota de 10% para as máquinas de lavar deve ser vista com otimismo e pode realmente trazer um bom resultado para o mercado. "Ainda mais com esse funcionamento das classes de subir de patamar. Muitas donas de casas estão comprando e vão comprar. Só acho que ações desse tipo têm que ser mais constantes, permanentes e não apenas imediatistas", avaliou.
O proprietário da rede Móveis Brasília, Marcelo Ontivero, também viu com bons olhos a declaração do presidente da Eletros e confirmou que ainda há muita demanda para máquinas de lavar roupa. "É o sonho de muitos consumidores. Muitos ainda tem o tanquinho e sonham com uma lavadoura automática. E quando tem esse tipo de incentivo, o consumidor se planeja para comprar."
É o que está fazendo a dona de casa Jackeline Mayra Rosa Pinto. Ela está em busca de uma máquina de lavar para a mãe, que já contava com o eletrodoméstico em casa, o qual está quebrado e precisa ser trocado. Mesmo sabendo do benefício do IPI, Jackeline vem pesquisando bastante para encontrar o melhor preço, antes de fechar de negócio.
"E da bastante diferença. Até agora consegui desconto de R$ 300 no pagamento à vista, mas também várias opções no crediário", destaca.
Lourival Kiçula também apontou como favorável para o setor o programa Minha Casa Melhor, do governo federal, que oferece financiamento de itens das linhas brancas e marrom para as famílias que participaram do Programa Minha Casa Minha Vida. "O programa foi um prêmio para o setor e para as pessoas de baixa renda, que não tinham condições de colocar estes produtos em casa."
Marcelo Ontivero destaca que o programa já vem impulsionando as vendas da rede e não apenas dos produtos beneficiados. "Na loja da Saul Elkind, por exemplo, as vendas, nas últimas semanas, aumentaram cerca de 15%. É um público novo, que não tinha acesso. Agora está muito interessante e eles acabam aproveitando para pegar outros produtos, utilizando outras formas de pagamento."


