Campo Mourão Não apareceu nenhum comprador, ontem, para o leilão judicial do Clube Recreativo Mourãoense, um dos mais tradicionais de Campo Mourão. O clube foi avaliado em R$ 1,18 milhão e foi colocado à venda pela Justiça Federal devido a dívidas com o INSS e com o Tesouro da União. O leilão em segunda praça, quando o preço inicial pode cair pela metade, será no próximo dia 27.
A sede social do clube, no centro de Campo Mourão, foi avaliada em R$ 456,4 mil. Já a sede campestre, às margens da BR-487, recebeu avaliação de R$ 725 mil. Esta última tem uma área de 66 mil metros quadrados e conta com duas piscinas, três campos de futebol suíço, bosque, sauna, salão de festa e um barracão de jogos.
Segundo o ex-presidente e hoje depositário fiel do Mourãoense, Jairo Padilha, o total das dívidas do clube chega aos R$ 600 mil. São cerca de R$ 270 mil para a Previdência Social, R$ 250 mil para o Fundo de Garantia e R$ 100 mil de débitos trabalhistas. ''Isso é impagável. Só através de leilão mesmo'', frisa.
Fundado em 1965, o Clube Mourãoense chegou a ter dois mil sócios até a metade dos anos 90. De lá para cá, entrou em declínio e está abandonado. Não existe mais nenhum sócio-contribuinte. O mandato do último presidente eleito venceu há seis meses e não houve nova eleição. A sede social abre apenas para promoções terceirizadas.
O maior abandono está na sede campestre. Tudo está depredado. Os equipamentos da quadra de bolão não existem mais. As piscinas estão vazias. A sauna e os sanitários foram destruídos. No local, ficam apenas vacas e cavalos de uma chácara vizinha. Os campos de futebol e os jardins viraram pasto para os animais.

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