Curitiba - A indústria de chocolates reservou esta semana para resgatar as sobras dos ovos de Páscoa vendidos até domingo. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Confeitos (Abicab), Getúlio Ursulino Neto, estima que das 18,6 mil toneladas de chocolate que foram consumidas pelas 18 indústrias para a fabricação de ovos, devem sobrar cerca de 5%.
Os ovos que estão quebrados, amassados ou com a embalagem rasgada são destruídos. Os que estão inteiros, se estiverem em perfeitas condições, voltam à linha de produção para serem transformados novamente em bombons, barras ou outros derivados de chocolate.
Segundo a Abicab, as empresas do setor consumiram 18,6 mil toneladas de chocolates para a produção dos ovos, 3% a mais do que do no ano passado. A estimativa é que os supermercados conseguiram vender um volume de chocolates 5% superior este ano em comparação com a Páscoa de 2001.
Em Curitiba, região metropolitana e Litoral houve aumento de 2,6% nas vendas à vista de ovos de Páscoa, entre os dias 25 e 29 de março (semana santa), em comparação ao mesmo perído de 2001. O indicador de vendas foi calculado pelo número de consultas ao Videocheque, que cresceu 18,57% em março (288 mil consultas) com relação a fevereiro (244 mil).
Segundo a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) - indicador de vendas a prazo - registrou queda de 30,40% nas consultas entre 25 e 29 de março, em comparação aos mesmos dias de 2001.
O preço dos ovos foi 7% mais caro este ano com relação ao anterior. De acordo com o vice-presidente da ACP, Élcio Ribeiro, o SCPC teve alta sazonal e natural de 13,35% na quantidade de consultas em relação a fevereiro deste ano, quando foram registradas 290 mil consultas, contra 320 mil em março. (Com Agência Estado)

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