Substituindo presentes mais caros e teoricamente de menor status como televisores e geladeiras, os telefones celurares prometem roubar a cena do Natal de 2003 e bater recordes de vendas. A competição entre operadoras, novos recursos e tecnologias e grande mix de aparelhos justificam o crescimento e os fabricantes aproveitam o período de festas para o lançamento de novos produtos, já que o mês de dezembro, muitas vezes, responde por até 40% das vendas de todo o ano.
O gerente de marketing da Sercomtel Celular, Jorge Coimbra, adianta que a empresa já antecipou compras e até faz estoque para poder atender à demanda de final de ano. O lançamento da tecnologia GSM, que permite a troca de arquivos pesados como em uma conexão de internet de banda larga, também pode colaborar para a expansão das vendas, despertando grande curiosidade no consumidor.
''Acredito que os preços bem mais acessíveis e as facilidades de pagamento devem puxar as vendas, quando comparamos celulares com TVs ou outros presentes um pouco mais caros'', diz Coimbra. ''Além disso, os aparelhos novos contam com muitos recursos funcionais, úteis para profissionais de várias áreas.''
Com o lançamento da linha GSM, prevista para dezembro, o portfóflio de produtos da Sercomtel Celular passa para 20 aparelhos, segundo Coimbra. A diversificação é vista também como uma necessidade frente à concorrência, que deve se acirrar no final do ano, com a chegada de novas operadoras à cidade.
Mas a diversificação de produtos não se limita só aos aparelhos. A quantidade de acessórios é tamanha que a personalização dos celulares já virou mania entre pré-adolescentes. ''Temos até uma linha diferenciada para esse nicho de mercado'', conta Coimbra. Entre os aparelhos que serão lançados juntamente com a tecnologia GSM, há, por exemplo, o N-Gage, da Nokia, um misto de vídeo-game, celular e palm top.
Ainda segundo Coimbra, a empresa vem apresentando crescimento vegetativo de 15% ao mês. O gerente não soube estimar possíveis altas de final de ano, comparado ao mesmo período de 2002, mas afirmou que o crescimento deve ser superior aos 15% mensais.
A possibilidade de as revendas de aparelhos não poderem atender à demanda não foi descartada por Coimbra. Segundo o gerente, a diversificação de pontos de venda, que está ajudando a popularizar os aparelhos, tem colaborado muito com as vendas. ''Não é mais como antes. Hoje é possível comprar celulares em magazines, lojas de departamentos e até em supermercados.''

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