Venda de carros superluxuosos sobe 41,7%
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quinta-feira, 03 de abril de 2008
Cleide Silva<br>Agência Estado 
São Paulo - Com aumento nos negócios de 41,7% no primeiro trimestre na comparação com 2007, marcas que vendem carros superluxuosos ampliam a gama de produtos no mercado brasileiro e trazem modelos ainda mais sofisticados. Três lançamentos previstos para os próximos meses, com preços na casa dos R$ 600 mil, têm filas de espera de dezenas de interessados. A Audi tem 30 encomendas do superesportivo R8, que será vendido partir de junho por cerca de R$ 600 mil. A empresa adianta que só poderá atender 20 pedidos este ano.
O Maserati GranTurismo, com preço a partir de R$ 650 mil e vendas a partir de abril tem mais de uma dezena de consumidores que manifestaram interesse, segundo o importador Francisco Longo. A marca italiana, que hoje oferece carros por R$ 590 mil a R$ 720 mil, vendeu só uma unidade no primeiro bimestre, mas prevê vendas de 24 GranTurismo no ano.
O Panamera só chegará no segundo semestre de 2009, simultaneamente ao lançamento na Alemanha, onde será produzido. A Stuttgart Sportcar, representante da Porsche no Brasil, já tem 20 interessados no modelo, que custará entre R$ 450 mil e R$ 600 mil. ''Serão produzidas 30 mil unidades por ano para o mundo todo, por isso o grande interesse na reserva'', diz Marcel Visconde, diretor-presidente da empresa.
O segmento de carros de alto luxo vendeu 2.064 unidades no primeiro trimestre, ante 1.457 em igual período de 2007. O mercado total de automóveis e comerciais leves cresceu 31,7%, com 618,1 mil unidades.
Embora represente universo pequeno em volume, os modelos das marcas classificadas como superluxuosas custam entre R$ 100 mil e R$ 1,6 milhão. Estão na lista Audi, BMW, Ferrari, Jaguar, Maserati, Mercedes-Benz, Porsche e Volvo. ''A desvalorização cambial ajudou o mercado a crescer, assim como a estabilidade econômica e até mesmo a possibilidade de financiamento'', informa Visconde, que projeta para este ano vendas de mais de 500 Porsche. ''Nosso preço é o de tabela, não tem bônus'', avisa.
Para o presidente da Audi do Brasil, Andreas Deges, o bom momento do mercado de luxo é uma combinação de fatores que formam um círculo virtuoso e positivo: estabilidade econômica e incremento dos financiamentos, combinado com a crescente oferta de produtos e investimento das marcas em marketing. As vendas de importados Audi cresceram 10% este ano, para 359 unidades.


