Uma pesquisa da Associação Nacional das Entidades de Serviços Financeiros e Consórcios da Indústria Automobílistica (Anef) mostra que com o aumento do Imposto sobre Operações de Crédito (IOC) de 6% para 15% ao ano, houve uma queda nos financiamentos a prazo, que representavam 28% das vendas. Hoje elas são apenas 10%. O estudo revela que antes do aumento do IOC, 40% das vendas eram feitas a vista, 5% por factoring, 7% por leasing e 20% por consórcio.
Após o aumento do IOC, a participação do crédito ao consumidor caiu dos 28% para 10%, o factoring subiu de 5% para 15%; o leasing passou de 7% para 15%, enquanto as operações a vista e consórcios permaneceram inalteradas. O setor financeiro de uma forma geral, após dois meses de implantação, chegou à conclusão de que o aumento do IOC serviu para alterar os principais mecanismos de financiamento no País.
Estimativas do setor financeiro feitas esta semana em São Paulo, principalmente de executivos ligados aos principais bancos, indicam que o volume global de crédito ao consumidor, que havia crescido cerca de 20% no primeiro trimestre, passando de um saldo de R$ 18 bilhões em dezembro de 96 para aproximadamente R$ 21,5 bilhões no final de março, recuou para R$ 20 bilhões, o que corresponde a uma queda de 7% em três meses. Para estes executivos, a retração do financiamento foi provocada pela migração das operações.

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