A Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) divulgou ontem que o setor prevê uma queda de 10% na comercialização de veículos importados este ano. Segundo as projeções das 11 empresas filiadas à instituição (que não inclui as montadoras aqui instaladas e suas importações), serão comercializadas entre 18 mil e 20 mil unidades em 2001, número aproximadamente 10% inferior ao desempenho de 2000, quando o setor vendeu 20.033 unidades.
A projeção inicial da Abeiva, realizada com as associadas, era de comercialização de 34 mil unidades. ''Mas a brusca mudança no comportamento do câmbio, em especial a partir de abril último, alterou completamente o quadro do setor de importação de automóveis'', destacou a instituição.
Em agosto, depois ter vendido 735 unidades em julho, as associadas comercializaram 981 unidades. Esse número representa taxa de crescimento de 33,5%. De janeiro a agosto, o setor negociou 11.111 unidades, um volume 10,3% inferior ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a Abeiva, o volume acumulado nos oito primeiros meses do ano representa 8,5% do total de carros importados no período e 0,099% do mercado interno de automóveis.
O presidente em exercício da Abeiva, André Muller Carioba, criticou o valor de 35% da alíquota de importação e sugeriu uma cobrança similar à TEC (tarifa externa comum), no patamar de 23%.
No ranking Abeiva de agosto, a Kia Motors do Brasil repetiu a primeira colocação, com 538 veículos, seguida pela BMW, com 299, e Suzuki, com 80. Por modelo, a Kia Besta, com 366 unidades, ficou com o primeiro lugar, seguida por BMW Série 3, com 214, e Kia Sportage, com 108.

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