Venda de carro importado despenca
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terça-feira, 09 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
As vendas de veículos importados em todo o País caíram para 609 unidades em setembro, 37,9% a menos do que os 981 veículos comercializados em agosto. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva).
No acumulado do ano, as vendas somam 14.468 unidades, volume 13,9% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 16.796 unidades. De acordo com José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, esse foi um dos piores resultados mensais do segmento de importados na história da associação.
Para ele, somente quando a taxa de câmbio estabilizar é que o panorama do setor irá melhorar. Na comparação entre setembro de 2001 e o mesmo mês do ano passado, a queda das vendas chega a 90,1%. ''Tínhamos mais associados, já que algumas montadoras se instalaram no País este ano.'' Entre os exemplos citados pelo presidente, figuram a Peugeot-Citröoen.
A Abeiva conta atualmente com dez empresas associadas. Em agosto, a entidade representava 11 distribuidoras. No ranking da Abeiva de setembro, a Kia Motors do Brasil manteve a primeira colocação, com 408 unidades comercializadas, seguida pela BMW, com 92, e a Suzuki, com 65.
Para Gandini, os carros importados voltarão a ser competitivos quando as montadoras instaladas no Brasil repassarem os preços dos automóveis nacionais para o consumidor. ''Assim como em 1999, depois da desvalorização do real, as montadoras demoraram quase um ano para repassar a alta da moeda norte-americana ao mercado'', disse.
Um dado que reflete a declaração do presidente da associação é a queda de participação no mercado interno dos importados no mês de setembro. Eles representaram somente 0,5% do total de vendas, enquanto em agosto esse percentual era de 0,7%. No acumulado do ano, a participação dos importados chega a 1,2%.
Gandini destacou que neste período recessivo, as concessionárias de veículos importados têm se mantido com um mercado de pós-venda e renovação de frota. Ele citou como exemplo a Kia Motors que, apesar de ter fechado três unidades em setembro, abrirá outras quatro novas concessionárias em outubro. Segundo ele, que também é o presidente da Kia Motors no Brasil, hoje a empresa conta com mais de 80 mil veículos nas ruas do País.


