São Paulo – A indústria automotiva registrou seu pior mês de fevereiro desde 1999, ano da desvalorização do real, ocorrida em janeiro daquele ano. No mês passado, foram vendidas 111,1 mil unidades no varejo, ante 43 mil em fevereiro de 1999. Em fevereiro de 2001, as vendas chegaram a 124,4 mil unidades, o que aponta uma queda de 10,7%.
O resultado deste mês é ainda pior do que o de outubro do ano passado (111,8 mil), quando a economia sofria os mais fortes impactos dos atentados terroristas ocorridos nos EUA. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho, os números do primeiro bimestre não refletem as perspectivas para a indústria em 2002. ‘‘São meses atípicos, com períodos de férias coletivas em janeiro e menos dias trabalhados em fevereiro, com o carnaval.’’ Ele ressaltou que a grande diferença entre os números dos mesmos meses no ano passado ocorre porque todo o primeiro semestre de 2001 foi muito bom para o setor.
Carvalho, porém, não convenceu nas explicações para a queda de 19% nas exportações no primeiro bimestre. Ele culpou a situação na Argentina e ‘‘os intensos movimentos nos portos durante o final do ano’’. O executivo voltou a estimar aumento de 10% nas vendas externas deste ano, para US$ 4,5 bilhões, mas disse que o País deve fazer esforços para fechar acordos comerciais com outros países.

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