Venda de brinquedos atinge R$ 1,6 bi no final do ano
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
Com a contagem regressiva para o Natal chegando ao fim, as lojas de brinquedos aproveitam cada instante para fisgar as crianças com novidades e, claro, incrementar as vendas em relação a 2010. E a estratégia está dando certo. De acordo com um balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), houve um crescimento de 8% nas vendas da indústria e varejo neste ano em relação ao Natal passado. A expectativa do setor é faturar R$ 5,7 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão só neste final de ano.
Segundo a entidade, a ampliação das vendas é resultado do aumento de 6% da produção sobre 2010, da manutenção de preços e da retomada de parte do mercado conquistado por produtos importados, especialmente chineses. O setor tem hoje no País 442 indústrias e 28 mil trabalhadores. A FOLHA aproveitou os resultados otimistas divulgados pela Abrinq e visitou algumas lojas do Centro da cidade para verificar se as vendas de brinquedos estão realmente acima das expectativas.
Andreia dos Anjos, gerente da Millenium, comentou que apesar das vendas no geral terem caído cerca de 10% em relação ao Natal passado, os brinquedos pelo menos estão mantendo o mesmo volume. A estratégia é atrair o consumidor pelos preços baixos, inclusive realizando parcelamentos. ''Tem para todos os bolsos, a partir de R$ 1,99. Os brinquedos é que estão nos impulsionando agora'', relatou ela.
Jésus Custódio Ribeiro, gerente da loja Renascer, explicou que esperava um movimento um pouco maior, mas que ainda acredita que o faturamento fique até 10% maior do que 2010. ''O interessante é que agora o pessoal leva o que tem. A busca é principalmente pelos personagens e brinquedos que estão fazendo sucesso na mídia no momento.''
Já Henrique Panuchi Fernandes, gerente da loja Giga, ressaltou que a loja de brinquedos realmente está superando as expectativas. Segundo ele, o estabelecimento, que abriu há quatro meses, as vendas estão 15% acima do esperado. ''De todos os produtos que vendemos, nesta época 80% são brinquedos. Tentamos trabalhar com bonecas a partir de R$ 1,99 até motos elétricas de R$ 1000, isso para atingirmos desde a classe A até a classe C. Está ótimo, não temos do que reclamar'', avaliou.
Em relação às formas de pagamento, é unânime entre os comerciantes que o cartão de crédito está dominando as vendas. ''Se o pessoal não tem dinheiro, o jeito é fazer parcelado, o que não pode é sair sem levar nada'', completou Fernandes.


