Venda de automóveis cresce 4,5% no País e cai 6% no PR
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terça-feira, 04 de julho de 2017
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 

Apesar de uma pequena retração de 1,28% em junho, o mercado de automóveis zero quilômetro registrou expansão de 4,59% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Mas, no Paraná, a queda de 10% no mês passado levou a uma redução acumulada de 6% no primeiro semestre. O balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) foi divulgado nesta terça-feira (4).
Quando são consideradas as demais categorias de veículos (comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros), o balanço do semestre apresenta uma retração de 5,4% tanto na média nacional como no Estado.
No País, além do crescimento de 4,59% dos automóveis, houve um aumento de vendas também de comerciais leves (2,25%). No Paraná, só cresceram as vendas de motos (2,31%).
Célio Roberto de Oliveira Silva, gerente comercial da Nissan Nicenter, contabiliza queda de 7% na venda de carros zero quilômetro em sua loja em Londrina. Segundo ele, essa retração se deve a uma mudança feita pela montadora. "Desde março, o Kicks vem sendo produzido no Brasil. Antes, era feito no México. A produção deste carro novo travou a do Versa e do March", afirma. De acordo com Silva, se houvesse estoque desses dois últimos veículos, o resultado teria sido positivo.
Por outro lado, o mercado de seminovos tem melhorado bastante. "Temos conseguido atingir nossos objetivos internos com a venda dos usados", conta. O gerente aposta numa justificativa para a retração do mercado paranaense. "Metade das locadoras de veículo está concentrada no Paraná. Pode ser que elas tenham provocado a queda."
O supervisor de vendas da Vernie Citröen, José Eduardo Santos, diz não entender por que o Paraná apresentou resultado pior que a média nacional. "Nós temos experimentado um crescimento constante desde o início do ano. Houve alguns momentos de baixas por causa do noticiário político. Mas, de modo geral, as vendas vêm crescendo", garante.
Um dos "momentos de baixa", segundo ele, ocorreu nos dias após a revelação do escândalo da JBS, em maio. "Quando acontece isso, o pessoal dá uma tirada do pé do acelerador, mas já voltou a comprar de novo", alega.
Para o segundo semestre, de acordo com ele, as perspectivas são melhores. "Tivemos lançamentos agora no meio do ano e devemos ter mais surpresas nos próximos meses", justifica.
CRÉDITO
O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, também aposta no segundo semestre. Segundo ele, as vendas para pessoa física voltarão a ganhar importância. "Já estamos vendo uma maior presença de pessoas nas concessionárias e uma maior visitação aos nossos show rooms", diz o executivo.
Assumpção também espera que haja uma melhora no financiamento, com uma maior liberação de crédito por parte dos bancos. "A procura do consumidor por crédito aumentou, mas o nível de aprovação continua de três a cada 10 pedidos", afirma.
O fechamento de concessionárias de veículos estancou, segundo ele. Nos dois primeiros anos de crise econômica, 2015 e 2016, o segmento passou a contar com 1.308 lojas a menos, o que resultou na perda de 170,9 mil postos de trabalho. "Nós tivemos uma estabilização no primeiro semestre de 2017 e podemos dizer que o fechamento de lojas foi estancado", declara.
Com Agência Estado


