Venda de alimentos tem alta de 8,5%
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Os pedidos de encomendas do comércio varejista para a indústria alimentícia, em agosto, surpreenderam e as expectativas de crescimento dos fornecedores foram, de longe, superadas. A Associação Brasileira da Indústria Alimentícia (Abia) projetava alta de 5% na produção e 0,4% nas vendas reais no oitavo mês em relação ao mês anterior. Mas pesquisa da entidade divulgada pela Agência Estado apontou aumento de 8,5% nas vendas reais e de 5,72% na produção física na comparação com julho. O faturamento real acompanhou e subiu 7,69%.
A indústria alimentícia é uma das únicas a sustentar crescimentos desse porte. Vale ressaltar que esse forte incremento ocorre na comparação com bases elevadas. Em julho, período atípico em que a demanda é menor por conta das férias, o setor verificou acréscimo de 5,8% na produção ante o mês anterior, aumento real nas vendas de 0,4% e faturamento real 0,2% superior. Se os números se mantiverem nesses níveis, é possível que a projeção de crescimento real para o ano, entre 2,8% e 3,3% na receita e algo em torno de 2,5% na produção, seja refeito para cima e ultrapasse a estimativa, como ocorreu em agosto.
Nos 12 meses encerrados em agosto, as vendas dispararam e o resultado foi de crescimento real de 6,19% contra o período imediatamente anterior. O volume produzido avançou 3,18% e o faturamento real subiu 3,13%. Para a especialista em alimentos da Tendências Consultoria, Amaryllis Romano, o setor de alimentos e bebidas deverá manter taxas de crescimento superiores à indústria global em função da expansão agropecuária, e o avanço da participação de vendas no mercado interno e nas exportações.
Os índices computados pela indústria alimentícia se mantêm firmes também nos primeiros oito meses de 2002 em relação a igual intervalo do ano passado. O volume produzido no período subiu 1,57% e as vendas reais ficaram 4,28% maiores. A receita real teve alta de 1,38% no mesmo período. A única queda registrada, de acordo com a pesquisa da entidade, ocorreu na comparação do faturamento real de agosto sobre idêntico mês de 2001, quando houve queda de 2,83%. Mas, em contrapartida, o volume produzido e vendas reais fecharam positivos em 4,08% e 0,85%, respectivamente.


