Venda de alimentos é 30% maior
Josoé de CarvalhoElias Faiad Jr: entusiasmadoO consumo no setor de alimentação aumentou cerca de 30% em relação à Exposição passada. A maioria dos barraqueiros garante que as vendas são as melhores registradas nos últimos seis anos. Em todo o Parque Ney Braga são 48 barracas - que vendem de cachorro-quente a doces mineiros e baianos -, 16 lanchonetes e cinco restaurantes.
O sanduíche mais vendido na maioria das lanchonetes é o de pernil fatiado, que custa em média R$ 2,50. São consumidos 600 sanduíches por dia, segundo o proprietário Carlos Vinte e Cinco. Ele participa da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina há 12 anos. Esta edição é a melhor dos últimos tempos. As vendas cresceram 30% em relação ao ano passado, calcula. O aumento se deve à estabilização da economia, segundo ele.
O proprietário de outro estande, Francisco de Assis Carvalho, calcula um aumento de 30% nas vendas neste ano. Radicado em Maringá, ele viaja o País todo participando de exposições agropecuárias. Carvalho, que monta lanchonete na de Londrina há 16 anos, garante que as vendas registradas até agora superaram as dos últimos seis anos. Na sua barraca, o mais vendido também é o sanduíche de peru. O empresário Elias Faiad Júnior está tão entusiasmado com o movimento da feira que já reservou um estande também na Exposição Agropecuária de Maringá (Expoingá), que acontece de 30 de abril a 11 de maio. Só de sanduíches vendo cerca de 600 unidades por dia, comemora. Este é o segundo ano consecutivo que Faiad participa da feira de Londrina. Para ele, as vendas aumentaram 30% nesta edição.
Cerca de mil pessoas passam por seu estande por dia. Alí, os preços dos lanches variam de R$ 3 a R$ 6. Os filés, acompanhados de fritas, arroz e salada, custam entre R$ 5,50 e R$ 11.
Um dos produtos mais tradicionais das feiras agropecuárias é a maçã do amor. O prudentino Valdir de Souza, que participa há seis anos da Exposição de Londrina, vende cerca de cinco caixas de maçãs por dia. Em cada caixa cabem entre 100 e 180 unidades, dependendo do tamanho das maçãs. As pequenas custam R$ 0,50 e as grandes R$ 1.
Gilberto Calado é um dos poucos comerciantes do setor de alimentação que reclamam do movimento. Para ele, as vendas caíram 20% nesta edição. Calado aponta alguns motivos para a queda como a falta de shows no último final de semana e o aumento do preço do ingresso, que no ano passado custava R$ 3. Neste ano, a entrada custa R$ 4.(C.L.)





