A indústria alimentícia superou todas a projeções e fechou novembro com recorde de faturamento, R$ 10 bilhões, valor 20% acima da média mensal registrada em 2000 e 22% superior aos meses do ano anterior. As vendas reais subiram 12,62% sobre outubro e comparadas a idêntico período de 1999 cresceram 17,41%.
As contas que haviam sido refeitas para cima já no primeiro trimestre de 2000 pela Associação Brasileira das Indústrias Alimentícias (Abia), elevando de 1% para 2,2% as vendas reais, foram desbancadas pela segunda vez. Amílcar Lacerda de Almeida, gerente do Departamento de Economia de Estatístca da Abia , disse hoje à Agência Estado, que o volume de negócios em 2000 deverá ter um acréscimo de pelo menos 3% sobre o ano anterior. Trata-se um aumento acentuado considerando que 99 fechou com incremento real de 3,4%. Diante do novo cenário, a taxa estimada para 2001 salta de 4% para 5%.
‘‘O bom desempenho das vendas no Natal e a procura por produtos de maior valor agregado foram os responsáveis por esse resultado’’, afirmou. A pesquisa da Abia revela ainda que no acumulado de janeiro a novembro as vendas ficaram positivas em 3,13% enquanto nos últimos 12 meses, ou seja, de novembro de 99 a novembro de 2000 tiveram um salto da ordem de 17,41%.
Exibindo gordos números desde o princípio do ano o setor manteve firme sua escalada ascendente. O volume de negócios em outubro já havia registrado mais uma forte guinada encerrando com crescimento real dos negócios de 8,82% sobre setembro, subindo 3,80% comparado a idêntico mês de 99.
Pela primeira vez na história os fabricantes de alimentos irão contabilizar uma receita líquida superior a R$ 100 bilhões graças ao alto consumo de produtos de maior valor agregado. A indústria investiu pesado e desembolsou mais de R$ 3 bilhões em lançamentos e equipamentos ao longo do ano.

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