Venda de água mineral deve crescer 30%
Venda de água mineral deve crescer 30%
Elevação do consumo tem sido progressiva nos últimos três anos. Segmento é o que mais cresce no mercado de bebidas
Carmem Murara
Curitiba
Kraw PenasNovo mercadoEngarrafamento de água na fábrica AB: popularização do produto em garrafões de 10 ou 20 litros está tornando o consumo um hábito no dia a dia das classes A e BAs empresas que trabalham com a extração e engarrafamento de água mineral fecharão este ano comemorando o aumento estimado de 30% nas vendas sobre o ano passado. O setor aposta no crescimento, que lidera o ranking do mercado de bebidas. Enquanto as empresas de refrigerante devem aumentar as vendas em 3% ou no máximo 4%, a água mineral dispara com um crescimento recorde na história da indústria de bebidas. O consumo durante os meses de verão dobra.
O aumento no consumo tem sido progressivo nos últimos três anos, quando foi verificado uma variação 100% superior em relação a 1994. Os números estão crescendo a cada ano. No ano passado o aumento foi de 10% sobre 1995. Os números positivos se devem a dois fatores: mídia e preocupação da população com a qualidade da água.
Com a estabilização da economia, o mercado se abriu para produtos até então considerados supérfulos. A água mineral era um dos itens considerados dispensáveis por grande parte da população. Mas o produto barato e a popularização do comércio da água em garrafões de 10 ou 20 litros fez com que a água se tornasse um hábito no dia a dia das pessoas. O perfil do consumidor ainda é o das classes A e B, mas cada vez mais há a conquista das classes C e D. A água mineral deixou de ser elitizada e se tornou popular, afirmou o gerente da Água Mineral AB, Vidal Loyola.
DivulgaçãoAugusto Mocelin, um dos donos da Ouro Fino: assédio internacional
Duas empresas paranaenses apostaram no mercado caseiro. A Empresa de Água Ouro Fino Ltda, com sede em Campo Largo (região metropolitana de Curitiba), tem a maior parte das vendas concentrada nos galões de 20 litros. A venda chega a 50% da produção. A outra metade está distribuída nos demais tipos de garrafas ou copos. A empresa está lançando agora o garrafão de 10 litros.
Já a empresa Água Mineral AB, ligada à Associação do Banestado, foi a pioneira na comercialização dos garrafões de 10 litros. Ela lançou o produto há quatro anos para atingir o público doméstico e hoje vende uma média de 100 mil unidades ao mês. Os garrafões correspondem a 55% das vendas.
Um dos donos da Ouro Fino, Augusto Mocelin, diz que o mercado consumidor de água mineral garante espaço para todas as nove engarrafadoras que atuam no Estado. Mas há uma pressão de empresas internacionais para entrar no mercado brasileiro. Algumas, como a francesa Perriet, que detém 40% do mercado mundial de água mineral, já têm a concessão para explorar três fontes no País. A Ouro Fino é o segundo maior grupo do Brasil em vendas, ficando atrás da Edson Queiroz (Água Indaiá e Minalba).
A Ouro Fino comercializou 55 milhões de litros de água no ano passado. A empresa espera fechar o ano com um crescimento de 70% na vendas, acima da média prevista para o setor. A engarrafadora tem mercado nos Estados do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
O gerente da Água Mineral AB espera fechar o ano com uma venda de 20 milhões de litros de água. A empresa está ganhando mercado a cada ano, através da venda de garrafões. Temos 210 postos de venda, sendo que 70 são exclusivo. Isto nos garante uma boa abrangência do mercado, afirmou Vidal Loyola.





